segunda-feira, 30 de março de 2009

Isso aí é mesmo o Brasil?

Se não fosse pelo camisa 1 desta equipe, muito provavelmente a seleção brasileira sairia de campo derrotada ontem

Os espectadores da partida entre Brasil e Equador, disputada em Quito, estiveram muito perto de ver um dos resultados mais injustos da história do futebol nos últimos tempos. Afinal, a Seleção nunca foi superior ao adversário durante os 90 minutos de jogo e não merecia a vitória nem por decreto. Pode-se dizer que o empate, de um gol para cada lado, foi mesmo o melhor resultado.

O Brasil só não saiu derrotado por causa de dois fatores. O primeiro deles foi Júlio César. O goleiro da Inter de Milão provou no domingo porque é considerado um dos melhores da sua posição no momento (no mínimo está entre os 5 primeiros). Com intervenções salvadoras, o camisa 1 da Seleção livrou a equipe de Dunga de um resultado até mesmo vexatório. Através de atuações como essa, mostra que cada vez mais está atingindo seu auge e se livrando do rótulo de ótimo goleiro mas sujeito a falhas terríveis a qualquer momento, algo que acontecia muito quando defendia o Flamengo. Foi disparado o melhor do jogo, e talvez o único que tenha atuado realmente bem pelo time visitante.

E o outro fator foi a pontaria. Aliás, como chuta mal essa seleção equatoriana! Me lembrou a equipe colombiana, que em outubro do ano passado chegou a dar sufoco na seleção brasileira em pleno Maracanã e só não saiu de lá com a vitória porque também pecou demais nas finalizações. Perdi a conta das vezes em que os jogadores da equipe da casa desperdiçaram chances incríveis, até mesmo nos momentos em que Júlio estava batido, ou cobraram muito mal faltas próximo a área, mandando a bola para longe. O que eles tinham de velocidade e empenho tinham de incompetência para mandar a bola para as redes. E só não disse anteriormente que o resultado justo seria a vitória do Equador porque os inúmeros gols perdidos serviram de castigo a eles.

Mas não há como deixar de falar sobre a má atuação brasileira. Parecia que a equipe de camisa azul era time pequeno, tamanho bombardeio a recuada Seleção tomava. Deu inúmeros espaços no primeiro tempo (o meio campo foi uma verdadeira mãe), cedeu várias vezes à forte marcação imposta pelos adversários, que não temiam em chegar duro nas jogadas, e mal conseguiu trocar passes, sempre dando a bola de presente para o Equador armar uma nova jogada; continuou sendo pressionado no segundo, e mal aproveitou os poucos contra ataques que tinha a sua disposição, mesmo em situações de mano a mano. A situação melhorou um pouco com a entrada de Julio Baptista, que, por se destacar pelo seu porte físico, incentivou mais ataques surpreendentes, como pode ser visto no gol brasileiro. Mesmo assim, o aproveitamento foi muito abaixo das expectativas. A altitude não serve de desculpa para a sonolência e lentidão da Seleção em campo, pois o que se viu foi apatia mesmo.

E falando em ataque, como deixar de lado o pífio desempenho de Ronaldinho Gaúcho? Uma partida simplesmente pavorosa; quem ficou 10 anos fora do planeta Terra não iria imaginar nem em sonhos mais distantes que aquele já foi considerado duas vezes o melhor do mundo. Assim como boa parte da Seleção, esteve apático, mas ele parecia o pior: não corria, perdia bolas fáceis, enfim, parecia totalmente disperso do jogo. Robinho pouco fez. E então Luis Fabiano ficou isolado no ataque, sem ser municiado durante boa parte do jogo.

A Seleção precisa melhorar e muito, pois talvez nem na derrota para o Paraguai a equipe de Dunga tenha atuado tão mal assim. O Brasil que entrou em campo ontem não parecia Brasil nem aqui, nem no Equador, nem na China; e dessa maneira, nem na África do Sul vai parecer.

Foto: www.cbf.com.br

9 comentários:

Paulo Maeda™ disse...

o que vimos ontem foi simplesmente humilhante. Aonde vai parar a nossa seleção? E até quando teremos q aturar Dunga que não tem coragem de fazer nada ao ver uma seleção tão ruim como foi ontem...
Agora eu entendo akeles que fazem questão de torcer para outras seleções.

Net Esportes disse...

Pelo menos vc falou "dos resultados mais injustos dos último tempos" ... o Galvão soltou "da hitória" ... como exagera esse Galvão, sem falar na outra "O Brasil nunca levou tanta pressão em um jogo" ... nunca ????? aí o Brasil fez o gol e ele solta "Agora o Equador vem pra cima" ... putz mas o Equadora tava em cima desde o primeiro minuto !!!!!! é dureza, mas acompanhar o Luciano Do Valle com Neto deve ser muito pior !!!!!!! agora o Brasil deve ganhar fácil do Peru (que nem time tem) e tudo vai ficar bem novamente.... ta sussa pro Dunga.

GiglioF1 disse...

Leandro,

Nao vi o jogo , mas acho que nao perdi nada!!
Vamos mal e temos de nos cuidar para chegar a copa...
Abraco!!

Daniel Leite disse...

A maior das aberrações da partida foi observar Ronaldinho, caindo pelas tabelas, em campo, e Pato, com fome de bola e em temporada fantástica, no banco. A diferença dos desempenhos no Milan prova que Pato não pode ser reserva, e Ronaldinho, pelo que tem jogado, não deveria nem integrar o grupo de Dunga. Foi principalmente por ele que o Equador, ora com quatro, ora com cinco homens, dominou o meio-de-campo inteiramente, apresentando muito mais explosão.

Viu-se um domínio amplo do Equador, de forma que o empate chega a ser inexplicável. Talvez seja possível fazer isso através do fenômeno da má finalização equatoriana, de que falou no texto. E quanto a JC? Há muito tempo, ele está melhor do que Petr Cech, por exemplo. Ainda acho Buffon um pouco mais confiável. Mas Júlio César é mais capaz de produzir exibições magníficas, repletas de "milagres". No cômputo geral, talvez seja mesmo o melhor goleiro do mundo, acima destes e de van der Sar, Casillas e Pepe Reina.

Até mais!

Vinicius Grissi disse...

Respondendo à pergunta do título: com certeza não. Porém, precisamos ter a consciência que não temos mais o melhor time do mundo disparado como outrora.

Loucos por F-1 disse...

Xará, a seleção do Dunga não tem jeito. O time jogou bizonhamente mal, sem marcação e sem criatividade alguma. O Ronaldinho a muito tempo está mal, não me lembro a última vez que ele fez uma boa partida. Que corte foi aquele que o Felipe Melo tomou do gol do Equador? Jogador de marcação não pode tomar um daqueles não, meu Deus! Com tantos volantes melhores, o Dunga vai achar um lá na Fiorentina. Como diz o Gerson Canhotinha de Ouro..."É brincadeira".

Pra mim, o Júlio César é o maior goleiro do mundo na atualidade. Pegou muito ontem!

Abraço!

Leandro Montianele

Marcos Antônio Filho disse...

Olha quarte-feira é a última chance que dou pra essa seleção. Se não melhorar, eu não assisto mais, é ridiculo ver um time pentacampeão brasileiro jogar que nem a Venezuela, acuada e com medo.

Breiller disse...

O Júlio César realmente foi o único que se salvou ontem, Leandro. Imagina se ele se machuca e entra o Doni? Aí o bicho pegava de vez. Mas, reconheçamos o mérito do adversário, o Equador foi muito bem, uma das melhores partidas da equipe nos últimos anos. Ainda assim, não se justifica o sufoco tomado pela Seleção.

E justíssima sua homenageada da semana. A Brown GP - será que vai virar Virgin Racing? - vem surpreendendo muito. Grata surpresa por sinal. Começou bem, mas vai ter muito trabalho pra manter essa performance.

Abraço!

Alex Alvarez disse...

Na verdade, isso aí não é o Brasil, não. Isso é um arremedo de time que o Dunga escalou. Essa é a visão de futebol do Dunga, se é que ele tem visão de alguma coisa, e que isso pode ser chamado de "futebol".

Todo o planeta Terra já percebeu que ele erra muito ao escalar a seleção, e sempre pra jogar na defensiva, regatear futebol, e dar vexame, sendo que temos os melhores jogadores do mundo. Isso não é o Brasil. Isso é um time armado por alguém que NÃO É TÉCNICO DE FUTEBOL, mas um burro teimoso.

É claro que vamos vencer o Peru, provavelmente até golear, pois se trata da pior seleção do momento, que não consegue nem empatar em casa. Não precisa de técnico pra vencer o Peru. No final das contas, vencer é uma desgraça, porque o Dunga continua no comando, e o Brasil dando vexame em um de cada dois jogos, sem convencer nem quando vence.

Vamos classificar para a Copa do Mundo, mas não chegaremos nem perto do título com Dunga no comando.