quinta-feira, 5 de junho de 2008

Competência ou sorte?

A vitória do Fluminense em cima do Boca Juniors no jogo de ontem não foi tão épica quanto a do jogo contra o São Paulo, mas talvez tenha sido mais histórica, já que, além de conseguir a inédita vaga na final da Libertadores, finalmente um time brasileiro derrotou o “bicho papão” argentino. Uma vitória aonde a competência do time carioca esteve sempre aliada à sorte.

O Flu não fez um bom primeiro tempo. O Boca, fora de casa, fazia justamente o que o tricolor carioca não fez corretamente quando jogou na Argentina: explorou as laterais ao máximo, tentando sempre achar Palermo na área; Riquelme, mesmo não estando no melhor de sua forma, tentava distribuir as jogadas. Enquanto o Boca tentava criar várias jogadas de perigo, o Fluminense vivia de lampejos, que não foram suficientes para abrir o placar. Se não fossem as fracas finalizações do time argentino e pelo menos 2 defesas salvadoras de Fernando Henrique, talvez o Flu já saísse para o intervalo em desvantagem. Muita sorte? Ela só estava começando a aparecer...

O jogo continuou da mesma maneira no segundo tempo: o Boca, pacientemente, tentava chegar ao gol, enquanto o Flu continuava acuado; Palacio estava sumido, mas Dátolo vinha bem. Riquelme não jogava seu melhor futebol, mas Palermo levava muito perigo ao gol tricolor. E foi o camisa 9 do time argentino quem abriu o placar, aos 12 minutos, após se livrar da frouxa marcação de Thiago Neves após uns agarrões na área.

Os minutos seguintes eram decisivos. Se o Flu marcasse o gol logo, jogava a pressão de volta ao Boca e incendiava sua torcida; caso contrário, corria o risco de se desesperar e dar um gol de bandeja ao time argentino, o que poderia matar o jogo.

Mas Renato rapidamente colocou Dodô em campo. Logo em um dos seus primeiros lances, sofreu uma falta muito perigosa próxima à área. Washington bateu com precisão e empatou o jogo. Assim como no jogo contra o São Paulo, o time voltou ao jogo cedo. Sorte? Talvez. Mas que competência para bater aquela falta, hein...

O Boca partiu para cima, surpreendentemente, de forma atabalhoada, deixando vários buracos na defesa. Na verdade, “vários buracos” foi uma generosidade minha, porque os 2 zagueiros do time argentino ficaram cara a cara com Dodô, Washington e Conca. E foi a partir de uma dessas disputas desleais que, num contra ataque, Conca cruzou e Ibarra mandou contra a própria meta. Competência do Flu, por não desperdiçar o ótimo contra ataque, mas sorte pelo pé “salvador” do lateral do Boca...

Mas a sorte não deixava o Flu. O Maracanã presenciou, nos minutos seguintes, um verdadeiro bombardeio do Boca. Teve de tudo: grandes defesas de Fernando Henrique, chutes inofensivos dos jogadores do Boca, Thiago Silva tirando bola em cima da linha, e até um travessão no meio do caminho! Não era mesmo o dia do Boca: tanto que, aos 46, já num momento de desespero, Palacio, para fechar com chave de ouro sua apagada atuação, deu um presente para Dodô na sua própria área; o camisa 11, que já havia perdido ótimas chances de gol, agradeceu à sorte e marcou o gol.

Um jogo que mostrou que não é só competência que faz um time ganhar o jogo; sorte também faz parte do futebol. Afinal, você já viu um campeão sem sorte?

6 comentários:

Loucos por F-1 disse...

Xará, era para nosso Mengão está onde eles estão hoje, não acredito cara.
Eita time cagão esse Florminense.

Abração!

Leandro Montianele

OCTETO RACING TEAM disse...

Leandrusss!!!

Competência ou sorte??!! Ai... já nem sei mais!!!E para falar a verdade nem quero saber mais!!! hahahahahaha...

Mas agora eles têm obrigação de ganhar né??!!! Já que ganhou até do Boca!!! É obrigação, com sorte ou não!!!

Bjinhosss do octeto

Tati

Daniel Leite disse...

Ambos, Leandrus. Até porque considero o gol de Palermo como um alento para o Fluminense. Pois foi aí que Dodô foi chamado por RG para decidir o jogo. Dá, então, para falar que houve a presença da sorte, sim, pois o CABJ jogou mais, especialmente no primeiro tempo. Mas foi a competência do ataque do Fluminense, que determinou a virada. E, é claro, a boa participação de FH e Thiago Silva, que seguraram o ataque adversário sempre que foi possível. Ou quando a sorte não tratou de fazê-lo.

Até mais!

Felipe Hammes Rodrigues disse...

Como você bem disse, a sorte acompanha os campeões. A falha de Migliore no primeiro jogo, o desvio de Ibarra. Mas é bom acrescentar a competência, como o Daniel falou, do Fluminense, que teve as peças de reposição necessárias, aproveitou suas chances de gol e os contra-ataques, e contou com a inspiração de Fernando Henrique.

Leandrus disse...

Breves comentários:

Daniel, se o Boca tivesse marcado logo no primeiro tempo, talvez tivesse segurado a vitória por mais tempo. Afinal, RG não colocaria Dodô logo na primeira etapa, e o Flu não seria tão ofensivo.

Felipe, ainda esqueci de falar da sorte no primeiro jogo. Migliore entregou o jogo naquela falha; mas a sorte precisa estar com os campeões...

Leandro e Tati, aproveito o comentário de vocês, que são flamenguistas como eu, para falar realmente como um torcedor do time da Gávea: era pro nosso time realmente estar na semifinal. O sucesso do Flu só aumenta a nossa raiva com o Fla, já que ainda não conseguimos entender e esquecer o descaso do time no jogo contra o América. Bola pra frente, agora é apoiar o time no Brasileiro...

Ateh!

Blog F1 Grand Prix disse...

É sorte de campeão, Leandro! Para quem estava sendo rebaixado para a terceira divisão há exatos dez anos, isso é que é redenção!

Grande abraço,

Gustavo Coelho