terça-feira, 4 de março de 2008

Paradoxos no show do Maiden

Pois bem, agora já coloquei meu sono em dia, o cansaço já passou, mas as memórias do show do Maiden continuam! E que showzaço, muitos clássicos no set list e grande performance de toda a banda! Porém, alguns probleminhas atrapalharam minha diversão, mas no final valeu a pena.

Depois de muito tempo na fila, entrei no estádio, comprei minha camisa do show e achei um lugar pra assistir o show junto com os que me acompanhavam. Aí foi meu grande erro do dia: tinha prometido a mim mesmo que não ficaria lá na frente (ou seja, perto da grade), mas como todos os meus amigos foram eu também fui...perto do show de abertura, comecei a perceber o erro: além de estar completamente esmagado (os fãs do Maiden são fanáticos, fazem de tudo para estar lá na frente), não conseguia ver nada do palco, que estava muito baixo.

Depois das 7 horas, Lauren Harris entrou no palco mandando um set curto de 6 músicas. E graças a Deus o set foi curto! Imagine uma mistura das vozes irritantes de Xuxa e Angélica: achou horrível? A voz da Lauren é pior! Depois do tormento e mais alguns minutos de espera, finalmente chegou...a chuva (pensou que era o Iron Maiden né!)! Depois de ficar ensopado, começa a tocar “Doctor Doctor” do UFO no sistema de som; essa era a senha pra entrada do Maiden no palco! Depois de uns 4 minutos de gritaria e expectativa, finalmente ouvi o clássico discurso de Churchill rolando, e então o Maiden finalmente entra no palco mandando “Aces High”, que estava há um tempinho fora do set list dos britânicos. Obviamente, o público foi ao delírio, mesmo com muito empurra-empurra. Na hora do refrão, todos encheram seus pulmões e cantaram em uníssono o bombástico refrão da música; confesso que nessa hora lágrimas saltaram de meus olhos, porque era um sonho ver a banda tocar essa música, além do Iron ser minha banda favorita. Logo após o término da música os primeiros acordes de “2 Minutes to Midnight” soaram pelo estádio junto com a clássica frase de Bruce “Scream for me Brazil!”. Grande música para banguear, bater cabeça e tocar “air guitar”, mas aí estava o problema: não conseguia ver nada do palco, além de mal poder me mexer. Mas tudo bem, fiz como todos e cantei a música do começo ao fim. Em seu primeiro discurso, Bruce fez uma brincadeira dizendo que a chuva era culpa das Spice Girls e a banda já vai mandando a excelente “Revelations”. Após essa música, o pano de fundo é trocado por um com uma das fotos mais clássicas de Eddie: logo que o público viu o pano, já entrou em delírio: todos sabiam que o hino “The Trooper” seria tocado! E finalmente conseguir ver alguma coisa do palco, com Bruce vestido de soldado e carregando a bandeira do Reino Unido, levando o público a loucura! Após esse clássico, mais uma que não era tocada há uns anos: a linda “Wasted Years”, que por pouco não arranca mais lágrimas desta humilde pessoa que escreve! Parecia um sonho ouvir aquele lindo refrão e principalmente o solo que me fazia imaginar como seria ouvir essa música ao vivo um dia! Realmente muito bom, mas infelizmente ao término da música já estava ficando cansado pelas condições adversas em que me encontrava. Ao tentar chegar um pouco para trás, ouço a clássica introdução falada de “The Number of the Beast” soando pelo estádio! Óbvio que tive que parar e ouvir essa música sensacional, que não pode ser tirada do set list nunca! E sinceramente, foi melhor do que ouvi no show em 2004, quando o público não mostrou muita empolgação com essa música. Porém, durante o solo, um dos meus favoritos do Maiden, já começava a me irritar, pois continuava sem ver nada do palco. Então, tentei chegar mais um pouco para trás, agora cantando “Can I Play with Madness”, que por mim poderia ter sido trocada.

E aí vem o meu divisor de águas do show: a longa e épica Rime of the Ancient Mariner, com Bruce vestido com uma capa preta. Nessa hora, comecei a sentir falta de ar, mas continuei cantando a música (uma das minhas preferidas, você não acha que eu iria ficar quieto nessa hora né?). Porém, fui vendo que o negócio era sério e aproveitei a longa parte lenta da música para tentar beber água: fui tentando ir lá para trás, até dar de caras com uns gordões que começaram a me chamar de bêbado (logo eu, que nem bebo!) e foram me jogando para trás: até que isso foi bom, porque se eles não tivessem feito isso eu ficaria esmagado naquela parte e não sairia daquele lugar tão cedo! Aos trancos e barrancos cheguei lá atrás e assisti o final da música bebendo muita água e sem falta de ar! Embora eu estivesse decepcionado com o fato de estar bem atrás e ter perdido uma parte da música, constatei que finalmente conseguia ver o palco e os integrantes do Maiden. Assim consegui assistir Powerslave (com Bruce usando uma máscara) e Heaven Can Wait , antes de 3 clássicos da banda: “Run to the Hills”, que embora tenha sido ótima perdeu parte do brilho por ser melhor fechando o show (em 2004 foi melhor por isso), “Fear of the Dark” e “Iron Maiden”; destaque para “Fear of the Dark”, que todo mundo fala que não precisa ser tocada, que já enjoou, mas todo mundo gosta na hora do show: por exemplo, todo mundo cantou a música, bateu palmas e imitou o clássico “ÔÔ ÔÔÔ” do Rock in Rio 3. Além disso, lindo o show que a arquibancada deu, ligando todos os seus celulares durante a parte lenta da música, onde tudo estava escuro: confesso que fiquei arrepiado nessa hora e fez com que a música ficasse imortalizada na memória de todos os presentes..

O bis trouxe uma das minhas preferidas: juro por Deus que nunca imaginei que veria o Iron tocando “Moonchild”! Deu pra perceber que alguns não conheciam a música, mas para mim foi histórico e não vou esquecer nunca essa música ao vivo, com grande interpretação de Bruce principalmente no refrão! Depois, veio “The Clairvoyant”, seguida pela apoteótica “Hallowed be thy Name”. Embora alguns não tenham gostado do fato dessa música fechar o show, achei que ficou legal, embora eu ache que a música fique rápida demais ao vivo, o que acarreta na perda de um pouco da emoção e agonia que a música passa quando ela é ouvida no cd; porém, Bruce como sempre deu um espetáculo no final dessa música, comandando a festa do público durante o solo. E assim mais um grande show terminava (infelizmente).

O show foi inesquecível, com certeza valeu a pena essa viagem para ver o Maiden tocar. Porém, o fato do palco estar baixo e de não ver nada no começo do show me irritou bastante. Além disso, o fato de não ter visto o show desde o começo de um lugar confortável me deixa decepcionado até agora, até porque perdi parte da “Rime...” tentando sair de um lugar onde só conseguia cantar. Bom, pra próxima fica o alerta de não ser teimoso e não ficar lá na frente no show do Maiden (quem já me viu sabe que meu fisíco realmente não permite isso, rs). Bom, Bruce disse que eles voltarão, ano que vem, e espero q venham no Rio. E em tempo: cheguei em casa às 8 da manhã, tomei banho e café e fui pra faculdade...que guerreiro!

Um comentário:

away_petropolis2 disse...

Meu rapaz, esse set list do show foi primoroso.... claro que eu tambem preferia que eles trocassem a can I play with madness por alguma outra (Caught somewhere in time, quem sabe).... mas po, foda pra cacete... ir pro termino do show com moonchild deve ter sido do caralho... Porra, é isso, longa vida ao Iron Maiden, ano que vem eles vêm pro rio e eu quero ver um set list desse jeito.... Cara, nao tem banda que me deixe arrepiado, so iron maiden, qq que seja a musica..... se eu tivesse nesse show, eu enfartava mesmo. Na hora que eu ouvisse o inicio da rime of the ancient mariner eu ficaria mais escandaloso que uma bichona botando o dedo numa tomada 220v.

Po, esse é o tipo de show que faz a pessoa, por mais na merda que esteja, olhra para si e reconhecer que é feliz, que esta viva... mais do que qq pessoa.... enfim, up the irons, viva os true bangers e o resto que VSF. Criticam o metal como sempre, mas nao passam de caretas, velhos que criticam a prazer do sexo mas vivem na masturbaçao. Nao sabem que o tem 'alem da toca do coelho'.

Quer dizer, valeu ai! Maiden ano que vem!