segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Trágico para Palmeiras, bom para os outros

O resultado do Palmeiras era (e foi) tão trágico que o goleiro Marcos, sentindo-se culpado pelo gol sofrido, foi tentar a sorte no ataque faltando ainda 15 minutos para o término da partida. Menos, Marcão, menos...

Dos 5 times que brigam por uma vaga no G4 do Campeonato Brasileiro, apenas o Palmeiras perdeu na 34ª rodada da competição. Enquanto isso, Grêmio, Cruzeiro e Flamengo venceram pelo magro mas importante placar de 1 a 0; porém, não conseguiram alcançar o São Paulo, que também venceu pelo sofrido placar de 3 a 2 e continua líder.

A derrota do Palmeiras veio em péssima hora; foi o grande derrotado da rodada. Além de ter sido o único time dos que ainda almejam o título do Brasileirão a perder neste final de semana, foi derrotado em pleno Palestra Itália por um concorrente direto, o Grêmio. O time, que após as vitórias em cima de Goiás e Santos parecia se recuperar de tropeços contra Náutico, Figueirense e Náutico, quando poderia ter conquistado pontos importantes contra times que brigam para se livrar da zona de rebaixamento, volta a bobear no pior momento possível. Estando a 4 pontos do São Paulo, que tem 65, vai para o tudo ou nada no domingo que vem, quando enfrentará o Flamengo no Maracanã, num jogo em que quem perder dará adeus ao título.

Já para o Grêmio, o placar não poderia ter sido melhor. Vencer um concorrente direto fora de casa é como simplesmente jogar um balde de água fria no rival. Se o empate para o fraco Figueirense no domingo passado em pleno Olímpico quase decretou o fim do sonho do título, a vitória conquistada ontem, além de fazer o time voltar a vencer longe de seus domínios (a última vez tinha sido num distante 9 de agosto, quando derrotou o Atlético-MG), renova as esperanças do clube gaúcho de vencer o campeonato; agora está a 2 pontos do São Paulo. Só não pode tropeçar em casa novamente, senão...

O Cruzeiro, provando que em casa é um adversário muito duro de ser batido e fazendo o dever de casa, até porque tinha o adversário mais tranqüilo dos que brigam pelo título, venceu o Fluminense pelo placar de 1 a 0. Poderia ter vencido por um placar maior, já que dominou boa parte do jogo, mas no fim o que vale são os três pontos. Porém, não pode nem pensar em perder, pois ainda está a 4 pontos do líder.

Já o Flamengo, novamente sem jogar bem, derrotou o Botafogo no polêmico clássico com um gol já no final do jogo, quando Kléberson marcou de pênalti; polêmico tanto antes do jogo quanto durante os 90 minutos, principalmente porque o Botafogo reclama de um pênalti discutível de Bruno em Jorge Henrique não marcado ainda no primeiro minuto de jogo. O jogo em si foi fraco: o Botafogo jogou melhor no primeiro tempo mas ainda assim não levou muito perigo ao gol de Bruno; já no segundo tempo o Fla foi melhor e perdeu chances incríveis com Ibson e Josiel (que até se posiciona bem, mas na hora de dominar a bola...chamem Obina de volta!). O rubro-negro carioca não vem fazendo boas atuações, mas sendo competente e com uma dose de sorte, ainda pode ser campeão. O problema é que competência não está no dicionário da equipe ultimamente; isso para não falar da difícil tabela pela frente, que conta com jogos contra Palmeiras em casa e Cruzeiro fora.

Enquanto isso, o São Paulo ainda é líder absoluto. Esteve perto de empatar com a Portuguesa, já que o jogo estava 2 a 2 até os 42 minutos do segundo tempo, quando Zé Luís desempatou a partida, e quase tomou o terceiro gol logo após, mas Edno chutou a bola no travessão. O São Paulo vai mantendo uma regularidade impressionante na reta final de campeonato, sem perder há 14 jogos (9 vitórias e 5 empates) e já descabelando os adversários que não vêem o tricolor paulista tropeçar. Faltando apenas 4 jogos para terminar o campeonato, conseguindo ótimos resultados nas últimas rodadas e tendo uma tabela tranqüila pela frente (enfrentará Figueirense e Fluminense em casa e Vasco e Goiás fora), a equipe de Muricy Ramalho pode cada vez mais ser considerada favorita ao título.

Foto: www.lancenet.com.br

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Tensão pré-jogo, de novo

Flamengo e Botafogo se enfrentarão pela última vez no ano no próximo domingo, pela 34º rodada do Campeonato Brasileiro. A tensão certamente já envolve o clássico, principalmente por causa do momento que ambos os clubes vivem.

De um lado, o Flamengo, após os tropeços recentes, finalmente percebe que pode ficar de fora da Libertadores do ano que vem, o que seria quase uma catástrofe para o clube: primeiro, porque a diretoria investiu pesado para formar uma boa equipe, embora tenha feito algumas contratações tardiamente; segundo, porque a diretoria conta com a participação do time na competição no seu planejamento para o ano que vem; e terceiro, porque a torcida, ainda revoltada com a humilhante desclassificação na Libertadores e com os tropeços em casa no Brasileiro deste ano, não perdoaria nunca uma não qualificação para o torneio, até por causa das expectativas de finalmente conquistar o título do Brasileiro após 16 anos. Some-se isso à nova declaração de Márcio Braga, que não foi muito bem recebida na Gávea, e à insatisfação de torcedores e jogadores com o técnico Caio Jr. e está pronto o clima tenso que pode prejudicar o rubro-negro carioca no clássico.

Do outro lado, a situação não é melhor; talvez seja até pior. O Botafogo foi eliminado da Sul-Americana e não possui mais chances de conquistar um título neste ano, uma vaga na Libertadores está bem distante e o time voltou a ser notícia por causa do descontrole de alguns jogadores, como foi visto no jogo de quarta-feira contra o Estudiantes. Para piorar, Montenegro “inteligentemente” voltou a atacar os jogadores, criticando-os abertamente. Dessa maneira, é difícil saber como os comandados de Ney Franco entrarão em campo: por um lado, podem entrar desmotivados, pois quase não têm pretensões no campeonato e estão insatisfeitos com as declarações do “dirigente” e com os salários atrasados; por outro, essa é a chance de terminar o campeonato com um mínimo de dignidade e poder responder à altura as declarações do, repito, “dirigente”.

Para piorar, ainda repercute a infeliz decisão de transferir o jogo do Engenhão, casa do Botafogo, para o Maracanã. Uma decisão injusta, pois o time alvinegro enfrentou Vasco e Fluminense no seu estádio e não poderá enfrentar o rubro-negro carioca no mesmo lugar. Porém, mais infeliz ainda foi a escalação de Marcelo de Lima Henrique para apitar a partida; esse foi o árbitro do polêmico jogo da final da Taça Guanabara deste ano, quando o alvinegro carioca acusou o mesmo de prejudicar a sua equipe. Com tanta tensão no ar, isso era tudo o que o clássico não precisava. Totalmente desnecessário, já que qualquer erro não será perdoado: se errar contra o Fla, sua diretoria dirá que o árbitro cedeu ao apelo do adversário; caso o contrário ocorra, a diretoria botafoguense repetirá o discurso de que o time é prejudicado pelo árbitro.

Com certeza o jogo será muito tenso, reflexo do momento de ambas as equipes; quem perder muito provavelmente já poderá esquecer 2008. Só se espera que esse clima pesado que paira sobre os clubes não saia dos campos e passe para a torcida. A rivalidade entre as torcidas de Flamengo e Botafogo tem crescido, para pior, cada vez mais, e há, como sempre, o risco de confusões ao redor do estádio, como ocorreu no último Fla e Vasco.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Isso só acontece com o Botafogo...

Patética. Só assim para classificar a atitude de André Luis, do Botafogo, no empate do seu time em 2 a 2 com o Estudiantes, no Engenhão, que desclassificou o alvinegro carioca da Sul-Americana. Jogador descontrolado existe em quase todo o time, mas a tal ponto de, aos berros, desafiar o juiz tirando o cartão amarelo de suas mãos não só é inaceitável mas também é ridículo.

Pouco importa se os argentinos exageram (e exageravam) na catimba, se o Botafogo é sempre prejudicado, se o cartão amarelo na ocasião era injusto, se os jogadores estão insatisfeitos e com os nervos a flor da pele por causa dos salários atrasados ou se a adrenalina dos jogadores era alta no momento. Nada justifica o que o zagueiro e capitão alvinegro fez, minutos após o gol de empate do seu time. Além de protagonizar uma cena ridícula e raramente vista no futebol, prejudicou mais ainda seu time: obviamente a tarefa do time de Ney Franco, que era marcar 3 gols em menos de 25 minutos para passar à próxima fase da competição, era difícil, mas pelo menos a equipe brasileira estava num melhor momento no jogo e poderia sair de campo com uma vitória. Ou seja, poderia ainda assim ser eliminado, mas pelo menos deixaria o gramado com mais honra e dignidade, muito provavelmente aplaudidos pela vontade e empenho que mostravam até fazer o gol de empate.

Nessas horas, pergunto-me: para que servem as preleções e a toda a preparação pré-jogo? Afinal, é nessas horas que o técnico, durante as recomendações, pede calma e concentração ao time durante o jogo; no caso de confrontos contra times argentinos, praticamente suplica para que os jogadores não caiam na catimba do adversário. Mas de que adianta? Isso não passa de recomendações clichês que nunca são atendidas...

Por fim, não consigo entender como a torcida ainda pode bater palmas para um jogador que faz uma coisa dessas quando o mesmo deixa o campo. Tudo bem, os torcedores alvinegros podem achar que finalmente possuem o tal “time de machos” citado por Montenegro no começo do ano, e André Luis foi o símbolo da coragem ao desafiar o juiz. Que me perdoem os botafoguenses, mas não vejo dessa maneira: fica muito mais a impressão de um time que sempre sofre pelo descontrole emocional de seus jogadores e por isso está sempre fadada a fracassar. Aí, sou obrigado a concordar: tem coisas que só acontecem com o Botafogo...

OBS: Só agora que o Botafogo irá contratar um psicólogo?

Foto: www.lancenet.com.br

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Saldo positivo

Felipe Massa não se sagrou campeão da F-1 por muito pouco: além de terminar o campeonato separado do campeão Lewis Hamilton por um mísero ponto, viu o título escapar de suas mãos na última curva da última volta. Para piorar, o brasileiro poderia estar comemorando o título agora se não tivesse sido atrapalhado por falhas da sua equipe, já que perdeu pontos preciosos após erros em pelo menos três corridas; se tivessem sido evitados, o piloto da Ferrari poderia até mesmo ter conquistado o título antecipadamente.

Porém, 2008 não deixou de ser um bom ano para Massa. O brasileiro indiscutivelmente mostrou uma grande evolução durante toda a temporada e muita força ao não se abater nos momentos mais difíceis, tanto após seus próprios erros na pista quanto após os erros da sua equipe que lhe prejudicaram.

O começo de temporada, por exemplo, foi o pior possível. Além de ter de provar aos outros que não era o segundo piloto da Ferrari somente porque seu companheiro de equipe era o atual campeão Kimi Raikkonen, não foi bem na Austrália, envolvendo-se em dois acidentes e abandonando com problemas no carro. Mas o mundo só foi realmente cair na Malásia, quando rodou sozinho na metade da corrida. Como sempre, as críticas foram imperdoáveis: boatos surgiam colocando Alonso ou Vettel no lugar do brasileiro para o ano seguinte. Massa teve que esperar duas semanas para dar a resposta em grande estilo, vencendo incontestavelmente no Bahrein.

Mas esse foi só o começo de sua recuperação. Massa não só alcançou Raikkonen no mundial de pilotos como aproveitou a má fase do finlandês para ultrapassá-lo na classificação. Acabou ganhando a disputa com Kimi dentro da equipe, e o resultado disso foi o que aconteceu nas últimas voltas do GP da China, quando teve de deixar Felipe assumir o 2º posto para que o brasileiro ainda tivesse chances de vencer o campeonato.

A relação Massa-chuva foi outro motivo de críticas a Massa. No chuvoso GP da Inglaterra enquanto Rubens Barrichello levava sua fraca Honda à 3º posição, Massa mal conseguia se manter na pista: foram 5 rodadas que fizeram com que terminasse em último, 2 voltas atrás do vencedor. Se o brasileiro já era conhecido por não ser um grande piloto na chuva, depois dessa corrida sua reputação em tais condições caiu ainda mais. Mas as corridas na Itália e até mesmo aqui no Brasil mostraram um Massa muito mais seguro em pista molhada: se não está no grupo dos melhores pilotos chuva, onde Hamilton, Alonso e Rubinho estão, por exemplo, faz corridas corretas e sem arriscar muito, justamente para não se atrapalhar.

Essas corridas corretas também fizeram parte da evolução de Massa durante o ano: em vez de se arriscar em corridas em que não tinha um carro superior, podendo pecar pelo arrojo excessivo e acabar fora da prova, não assumiu grandes riscos e levou o carro tranqüilamente até onde era possível, como na Bélgica. Isso ajudou a trazer a regularidade que Felipe precisava, algo essencial para um piloto que almeja vencer o campeonato.

Por último, Felipe sempre nunca se abateu após os erros da Ferrari que acabaram por lhe custar o campeonato. Após o erro no seu primeiro reabastecimento no Canadá, fez ótima corrida de recuperação e terminou em 5º; quando teve seu motor estourado na Hungria, recuperou-se em grande estilo ao vencer em Valência; e não desistiu de brigar pelo título após o caso da mangueira em Cingapura, além de não culpar o responsável pelo erro no pit stop. Em vez de reclamar da sorte, trabalhou para inverter a situação adversa na qual se encontrava.

Falando desta evolução de Felipe durante o ano e do ótimo campeonato que fez, não quero dizer que quem merecia o título era Massa e não Hamilton; já havia dito que o inglês merecia ser campeão por também ter feito um ótimo campeonato e ter reafirmado todo o seu talento e arrojo dentro da pista. Mas, pela sua evolução e pela maneira como perdeu o título, é mesmo, parafraseando o próprio brasileiro, “uma sensação estranha” não ser o campeão. Resta a ele só tirar proveito de tudo o que aconteceu e se fortalecer ainda mais para o ano que vem.

Foto: www.gpupdate.net

domingo, 2 de novembro de 2008

"Interlagazzo"

Impressionante. Lewis Hamilton tornou-se campeão mundial da F-1 de uma maneira talvez nunca vista. Já no final da última volta, quando muitos já davam o título de Massa como certo, o inglês conseguiu fazer uma ultrapassagem em cima de Timo Glock e pulou para a 5ª posição, o suficiente para lhe dar o tão sonhado título. Dessa maneira, calou milhares de brasileiros que torciam para Felipe Massa, deixando o autódromo com cara de funeral em pleno Dia de Finados e deixando a 2º vitória do brasileiro no seu país natal em segundo plano.

O GP do Brasil deste ano foi parecido com o do ano passado: não exatamente emocionante por ter tido muito duelos na pista, ultrapassagens, abandonos, mas sim dramático por causa da batalha pelo título. Como Hamilton esteve sempre próximo da 6º posição que dava o título para Massa, a corrida foi marcada pela tensão. Isso para não falar da chuva que ameaçava cair sobre o circuito, que poderia mudar a corrida.

A tão esperada largada foi tranqüila. Massa se manteve tranqüilamente na ponta, Hamilton evitou qualquer confusão e permaneceu na 4º posição e Kovalainen foi novamente um péssimo escudeiro, sendo ultrapassado por Alonso e Vettel. Esse finlandês foi atrapalhado pela equipe em muitos momentos, mas deixou de corresponder na pista em outros.

Aliás, Massa se manteve na ponta praticamente durante toda a corrida. Sentindo-se muito a vontade na pista, assim como na Turquia e no Bahrein, o brasileiro foi pouco incomodado, a não ser quando trocou várias voltas rápidas com Vettel até o alemão fazer seu pit stop e voltar atrás de Hamilton.

Se Massa não tinha tanto trabalho lá na frente, o mesmo não se pode dizer de Hamilton. O inglês chegou a cair para 7º no começo da corrida e só voltou à 5º posição porque Trulli patinou à sua frente e Fisichella, com sua fraca Force India, não era páreo para a Mclaren do inglês. E olha que Lewis ainda esperou o tempo certo para ultrapassar o italiano, justamente para não cometer bobagens. Depois, ainda teve Glock e Vettel a sua cola por alguns momentos.

E o mesmo Vettel quase deu o título a Massa. Mostrando-se superior a Hamilton após a troca de pneus já nas últimas voltas, quando a chuva deu o ar de sua graça, o alemão ultrapassou o inglês a 3 voltas do fim, jogando-o para a 6º posição, pois Glock não havia parado e por isso pulou para 4º. Mas quando a torcida já comemorava o título de Massa, veio a ultrapassagem de Lewis em cima do piloto da Toyota. De maneira mais dramática, emocionante para os ingleses e para fãs da F-1 e decepcionante para os muitos brasileiros que torcem para Massa, impossível.

Com certeza foi um golpe duríssimo. Já seria cruel perder o campeonato somente por 1 ponto. Muito mais sabendo que o título foi perdido principalmente por causa dos erros da
Ferrari durante o ano. Mas saber que ele escapou nas últimas curvas, diante de uma torcida fanática por F-1 e que não comemora um título desde 1991, dói muito. Mas agora não adianta reclamar ou lamentar: só resta a Felipe tirar proveito desse episódio para se fortalecer e buscar o título no ano que vem.

Vettel foi um grande nome da corrida. Foi quem chegou a incomodar Massa e não só incomodou Hamilton como ultrapassou-o e quase deu o título a Felipe. Quase vira o ídolo dos brasileiros. Seu desempenho nessa corrida só coroou sua grande performance na segunda parte do campeonato, quando até mesmo levou a Toro Rosso à vitória na Itália, algo que poucos imaginavam que iria acontecer um dia. Valeu a pena o esforço que Gerhard Berger fez para levar o alemão para sua equipe. Agora fica a dúvida: já que a Red Bull foi devorada pela sua equipe satélite na 2º parte do campeonato, será que Vettel vai manter o mesmo desempenho no ano que vem?

Alonso foi outro que fez uma boa corrida; mais uma vez superou Kovalainen na largada e ganhou posições ao ser um dos primeiros a antecipar sua primeira parada. Por isso conseguiu chegar na 2º posição. Se o espanhol antes não fazia um bom campeonato, emplacou uma seqüência excepcional de resultados desde o GP da Hungria, conseguindo desde então 48 dos 61 pontos que conquistou no ano, chegando 3 vezes ao pódio e até ganhando 2 corridas. Pelo desempenho com o mediano carro da Renault, começou a ser considerado por muitos o melhor piloto do grid.

Destaque também para quem está (quase) se aposentando. Coulthard se despediu da F-1 fazendo o que mais fez nesse ano: batendo na largada e saindo da corrida. Já Rubens Barrichello só foi notando pelo capacete diferente (numa época de capacetes espalhafatosos, o simples que usava era destaque) e sendo ultrapassado pelos outros. Terminou num distante 15º lugar. Essa corrida pode ter sido a despedida de Rubinho da F-1; se foi, infelizmente foi bem melancólica...

E agora, só nos resta esperar o ano que vem. Vai ser duro esperar até março do ano que vem...

Fotos: www.gpupdate.net

Quanto à F-1...

...depois ainda me dizem que a F-1 se resume a carrinhos enfileirados dando diversas voltas num circuito...

sábado, 1 de novembro de 2008

Tudo pronto para a última batalha


Felipe Massa conseguiu um resultado importantíssimo nos treinos para o GP do Brasil. O brasileiro fez um ótimo trabalho e vai largar na primeira posição. Já Lewis Hamilton não conseguiu o resultado que esperava: ficou em quarto, atrás de um surpreendente Jarno Trulli, que largará ao lado de Massa, e de Kimi Raikkonen.

Não chega um resultado catastrófico, mas traz uma certa preocupação, até porque Hamilton está próximo da perigosa 6º posição que dará o título a Massa caso ele termine em 1º; é o jovem inglês quem está com a pressão. Será mais importante do que nunca fazer uma boa largada, preocupando-se muito mais em evitar choques do que em ganhar posições, até porque Raikkonen, para ajudar seu companheiro, deverá fazer todo o esforço possível para não deixar o inglês ultrapassá-lo (não, o finlandês também não irá jogar sua Ferrari para cima do inglês...), assim como Trulli não tem nada a perder e também não deverá facilitar numa possível disputa de posição com o piloto da Mclaren. E claro, Hamilton mais do que nunca deverá manter a calma para não cometer nenhuma besteira como nas duas últimas corridas do ano passado.

Enquanto isso, Massa parece ter a situação sob controle (o que, claro, não quer dizer que o brasileiro já pode ser considerado campeão, até porque Hamilton conquistará o título caso termine em 4º). Não vejo Trulli na frente do brasileiro durante a corrida, por não ter carro para tal coisa, e Raikkonen deve agir muito mais como escudeiro de seu companheiro de equipe. Se largar bem, muito provavelmente Felipe fará uma corrida bem tranqüila, a não ser que a Ferrari queira piorar tudo a esta altura do campeonato.

E ainda tem a chuva. Este elemento pode dar uma emoção a mais à corrida, pois os pilotos estarão mais sujeitos a erros. A calma será essencial para ambos os pilotos, pois um erro qualquer poderá ser imperdoável.

De qualquer maneira, o título será merecido para qualquer um dos pilotos que conquistá-lo. Massa teve uma excelente evolução nesse ano, se mostrou mais confiável do que nos últimos anos e só não está em situação melhor na briga pelo título por causa dos inúmeros erros da Ferrari. Já Hamilton demonstrou novamente que é um piloto talentoso: sim, cometeu erros grosseiros, não tem a simpatia de muitos pilotos e fãs de F-1, mas é arrojado e capaz de proporcionar belos momentos, como mostrou na sua grande recuperação no GP da Itália. Mas se fizer novamente uma besteira homérica amanhã, vai terminar o ano com uma imagem arranhadíssima...

Foto: www.gpupdate.net