sábado, 6 de dezembro de 2008

Tentando evitar uma tragédia

Domingo, enquanto São Paulo e Grêmio, já garantidos na Libertadores do ano que vem, estiverem disputando o título do Campeonato Brasileiro, Palmeiras, Cruzeiro e Flamengo tentarão salvar o ano conquistando uma das duas vagas para a principal competição das Américas.

Os times não pensam em outra coisa senão conseguir a classificação para o torneio. Vanderlei Luxemburgo, ao falar do jogo do Palmeiras contra o Botafogo, definiu muito bem não só o clima que envolve o jogo do seu time como também o dos seus concorrentes: “é o jogo do ano neste domingo”. Guilherme, atacante do Cruzeiro, foi mais além: segundo ele, seria uma tragédia ficar sem a vaga para a Libertadores.

Talvez o artilheiro do Cruzeiro não esteja exagerando. Os três times deram esperanças de ganhar o título do Campeonato Brasileiro ao conquistarem seus respectivos estaduais, disputaram a primeira posição do Brasileirão durante a maior parte do campeonato e possuem torcedores insatisfeitos com seus técnicos, questionando suas opções a todo o instante. Para quem sonhou em ser campeão, não se classificar nem para a Libertadores é um pesadelo, ainda mais para Palmeiras e Flamengo, que montaram elencos bem caros já planejando a conquista da maior competição nacional.

Falando do lado financeiro, a classificação para a Libertadores não dá apenas o direito a um time de participar de uma competição importante, como também dá maior visibilidade ao clube e traz certo retorno financeiro. O Flamengo, por exemplo, após investir bastante no elenco deste ano, já contava com a classificação para a competição do ano que vem; tanto que o planejamento do clube para 2009 há muito tempo conta com a arrecadação de dinheiro proveniente do torneio continental.

E para desespero de Kléber Leite e cia., é bom o Flamengo já ir arranjando um plano B para o ano que vem. Isso porque a equipe carioca é quem tem a missão mais difícil no domingo. Além de ter de derrotar um preocupado Atlético-PR ainda com chances de ser rebaixado na Arena da Baixada, lugar em que o Fla não vence há um bom tempo, precisa torcer por derrotas ou do Cruzeiro para a já rebaixada Portuguesa ou do Palmeiras para o já em clima de férias Botafogo. Como agravante, os times de Adilson e Luxa irão jogar diante de suas torcidas, o que facilita ainda mais a tarefa dessas equipes.

Se o Fla realmente não conquistar a vaga para a Libertadores, a diretoria que se prepare: a torcida irá ficar bem furiosa e o time vai ter que se recuperar e muito bem no ano que vem; uma novo título estadual não irá amenizar as coisas. E a mesma coisa vale para os outros dois times. O mundo irá literalmente desabar em cima do 5º colocado do Brasileirão, e conquistar a Copa do Brasil no ano seguinte virará praticamente uma obrigação.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

O campeão de tudo

O resultado final foi como o esperado; mas depois do primeiro jogo, disputado fora de casa, a forma como tudo aconteceu não foi como a esperada. Em uma partida extremamente dramática, o Inter empatou com o Estudiantes por 1 a 1, após gol de Nilmar já no segundo tempo da prorrogação, e se tornou a primeira equipe brasileira a conquistar a Sul-Americana. Agora, o clube gaúcho possui no currículo o Mundial, a Libertadores, a Recopa e a Sul-Americana, sem contar os Brasileiros já conquistados. Não é mentira dizer que o Colorado tem uma das salas de troféus mais invejadas da América.

É necessário dizer que o Inter não atuou tão bem quanto se esperava. Se no primeiro tempo o time foi superior à equipe argentina, o contrário aconteceu na segunda etapa, quando o Estudiantes abriu o placar aos 20 minutos e poderia ter ampliado se tivesse aproveitado melhor o desespero e a desorganização da equipe gaúcha. Isso para não falar do azar de Tite, que colocou Gustavo Nery momentos antes do gol da equipe argentina: a substituição não trouxe benefício algum ao time, já que o (ex?) lateral-esquerdo não fez praticamente nada de útil em campo. Porém, o Inter voltou bem melhor para a prorrogação e não deu chances ao time de Veron e cia.: depois de muito tentar, conseguiu marcar através de Nilmar, aos 8 minutos do segundo tempo, num dos gols decisivos mais chorados dos últimos tempos.

Aliás, muito se fala em Alex nos últimos tempos, mas foi Nilmar o melhor jogador colorado nos dois jogos da final do torneio. No primeiro jogo, mostrou um fôlego invejável durante os 90 minutos mesmo jogando isolado no meio dos zagueiros após a expulsão de Guiñazu, e foi impondo impressionante correria que forçou um pênalti depois bem batido pelo camisa 10 do Inter. Ontem, mesmo estando bem marcado e ao lado de um Alex apagado (tanto que foi substituído por Taison numa tentativa de melhorar o time ainda na 2º etapa do tempo normal) e um D’Alessandro que foi caindo de produção durante a partida, foi muito perigoso e acabou sendo premiado com o gol que deu o título ao Internacional. É um atacante que merece ser convocado para a Seleção, já que é veloz e, mesmo sendo franzino, não tem medo de disputar bolas com os zagueiros nem de partir para cima dos mesmo.

O título veio na hora certa para o Internacional. O time prometia muito para esse ano, mas foi eliminado precocemente da Copa do Brasil e não rendeu tudo que poderia no Brasileirão. E é verdade, só por isso foi dar atenção à Copa Sul-Americana. Mas pelo menos mostrou que essa competição não pode ser desprezada e, se não é um título dos mais sonhados, pelo menos pode servir como um belo prêmio de consolação, já que não deixa de ser uma conquista continental, além de dar uma boa visibilidade ao campeão.

Foto: oglobo.globo.com

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Duplo destaque

Só por jogar contra o time que está prestes a ser campeão, o Goiás já tinha tudo para estar em destaque nos próximos dias. Mas isso parece não ter sido o suficiente: a diretoria do clube resolveu aumentar absurdamente o preço do ingresso para o jogo contra o São Paulo, que será disputado no Bezerrão, mesmo palco do jogo entre Brasil e Portugal dias atrás, alegando que os custos aumentarão por não poderem jogar no Serra Dourada. Primeiramente, foi resolvido que cada ingresso custaria 400 reais, mas quem fosse estudante ou levasse algum donativo pagaria metade do valor. Após muitas reclamações, foi acertado que haverá ingressos de 150, 200 e 250 reais; somente estudante terá direito à meia-entrada.

Incrível! Agora os clubes também estão loucos e cobram preços absurdos por jogos que não valem isso tudo. Que o presidente do Goiás não venha dizer que é a decisão do maior campeonato do mundo, porque o Campeonato Brasileiro, embora esta edição tenha sido muito disputada e emocionante, não é mesmo o melhor. Sem sombra de dúvidas há campeonatos europeus de muita qualidade, superiores aos disputados no Brasil. Isso para não falar que nem torcedor brasileiro tem esse dinheiro todo para gastar com jogos de futebol.

Nessas horas, o preço do jogo entre Fluminense e LDU no Maracanã em julho parece ter sido uma pechincha. Embora muitos tenham reclamado que o preço do ingresso subiu para 80 reais, ainda assim é bem mais barato do que qualquer um dos cobrados para o jogo do próximo domingo no Bezerrão. E era um jogo muito mais importante (assim como o campeonato), pois “somente” decidia quem seria o campeão da Libertadores, maior competição das Américas, e consequentemente definia o representante do continente no Mundial da Fifa. Uma partida dessas valia muito mais do que uma decisão do Brasileirão, certo, Pedro Goulart?

É, eu já temo pelo preço dos ingressos da Copa 2014...

Mas mesmo assim, o Goiás ainda pode ser o protagonista da rodada se não levarmos em conta o aumento do preço dos ingressos, já que o time pode fazer o que na semana passada parecia impossível e tirar o título do São Paulo e dá-lo ao Grêmio caso a equipe gaúcha vença o Atlético-MG dentro de casa. Curiosamente, o time de Hélio dos Anjos pode decidir pela 2º vez seguida o destino de uma equipe paulista na última rodada da competição: ano passado, o clube esmeraldino, após derrotar o Internacional no Serra Dourada por 2 a 1, permaneceu na Série A e rebaixou o Corinthians, que dependia de um resultado negativo da equipe de Paulo Baier e cia. para não cair. Se acabar com o sonho do tricolor paulista de se tornar hexacampeão brasileiro, pode se tornar o verdadeiro carrasco dos paulistas.

Porém, até agora só vem sendo carrasco dos pobres torcedores que querem ou queriam ir ao estádio...

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Resultados imprevisíveis como o campeonato

O Grêmio foi ajudado pelo tropeço do São Paulo e ainda possui alguma chance de ser campeão

O Campeonato Brasileiro deste ano é mesmo o mais disputado e imprevisível da era dos pontos corridos. Quando todos já davam a conquista do São Paulo como certa já na 37º rodada, o São Paulo frustrou seus torcedores e, num Morumbi lotado, empatou com o Fluminense em 1 a 1, deixando a decisão do título para a última rodada.

A decepção foi grande. Talvez a ansiedade de conquistar o título diante da torcida tenha mesmo atrapalhado, como afirmou Hernanes, mas é bom lembrar que o Fluminense jogou muito bem; quem, como eu, achava que o time entraria em campo mais relaxado por já possuir poucas chances de ser rebaixado se enganou, já que a equipe carioca incomodou bastante o time da casa. Porém, o resultado não chegou a ser catastrófico para o tricolor paulista, já que ainda precisa somente de um simples empate fora de casa contra o Goiás. Por mais que o time de Muricy Ramalho possa ser contestado nos próximos dias pelo resultado inesperado diante de uma equipe que aparentemente não era tão forte, é um time eficiente e que provou na reta final de campeonato estar sempre concentrado em campo. O time não vai deixar esse título escapar com tanta facilidade.

Há quem ache que o Goiás botará ainda mais água no chope do São Paulo na semana que vem. Tudo bem, o time é perigoso, vem fazendo excelente campanha no segundo turno e tem o 4º melhor desempenho entre os 20 participantes do campeonato. Mas se quiserem tomar o jogo contra o Flamengo como exemplo de que o Goiás é uma equipe perigosa, que adaptem a partida como um exemplo perfeito de como não entregar um jogo já praticamente ganho. Porque o que o Flamengo fez ontem foi digno de um daqueles vexames imprevisíveis e imperdoáveis. O rubro-negro carioca, que fazia boa partida e vencia por tranqüilos 3 a 0 ainda no 1º tempo, resolveu ressuscitar o adversário, deixando-o marcar 2 vezes antes do intervalo. No 2º tempo, o bom time de Hélio dos Anjos conseguiu empatar a partida e ainda teve chances de virar, do mesmo jeito que o Fla quase desempatou já nos acréscimos. No final das contas, serviu muito bem para mostrar o que a equipe de Caio Jr. vem fazendo no campeonato: decepcionando a torcida nos momentos decisivos. Agora, terá de vencer o Atlético-PR fora de casa na última rodada e torcer para Cruzeiro ou Palmeiras perderem ou empatarem, o que não será muito fácil.

Mas os jogos imprevisíveis envolvendo os times de cima não pararam por aí. O Cruzeiro, provando que não rende tão bem fora de casa, perdeu para o Internacional no Beira-Rio. Até aí tudo bem, não fosse o fato do Colorado jogar praticamente com o time reserva. A equipe mineira não conseguiu tirar proveito disso como o Fluminense na rodada passada e perdeu excelente chance de garantir sua vaga na Libertadores; caso vencesse, não poderia ser mais alcançado pelo Flamengo, pois possui maior número de vitórias. Porém, também não possui motivo para se desesperar: enfrentará a Portuguesa na semana que vem em pleno Mineirão. Como o time de Adilson é forte em casa e a Lusa, já rebaixada, é fraca fora, a Raposa deverá assegurar sua vaga na competição sem maiores problemas.

Porém, a rodada foi nada surpreendente para Palmeiras e Grêmio. O primeiro empatou com o Vitória em Salvador sem gols e precisa de uma vitória em cima do Botafogo no Palestra Itália para voltar a Libertadores; uma tarefa tão fácil quanto a do Cruzeiro, já que a fase do time de Ney Franco é horrorosa por diferentes motivos e sua equipe não vence há 6 jogos. Já o Grêmio fez sua parte e derrotou o fraco Ipatinga fora de casa por 4 a 1. Com o tropeço do rival São Paulo, o tricolor gaúcho faz jus ao apelido e se mantém imortal na luta pelo título do campeonato. A não ser que o time queira ter seu momento de Flamengo, vencer o Atlético-MG é mais fácil do que o Goiás derrotar o São Paulo. Porém, de um time que já subiu para a Série A da maneira mais dramática e inesperada possível eu espero tudo, principalmente um título conquistado do jeito mais surpreendente possível...

Foto: globoesporte.com

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Mais do que crítica

A situação do Vasco é muito mais do que crítica. Depois da derrota em casa para o líder São Paulo, o clube carioca está na antepenúltima posição do Campeonato Brasileiro e, a duas rodadas do fim, não depende só de si para se manter na Série A.

A 3 pontos do Náutico, primeiro clube que está fora da zona de rebaixamento, o time precisa torcer não só por tropeços do Timbu mas também do Figueirense, com um ponto a mais do que o Vasco, e talvez até mesmo do Atlético-PR. Talvez porque a equipe de Roberto Fernandes enfrentará a de Geninho na próxima rodada nos Aflitos; caso a equipe da casa saia vencedora no confronto, a diferença entre o Furacão e o Gigante da Colina cairá para dois pontos, se o Vasco também vencer na próxima rodada.

É aí que mora o problema. O próximo jogo do Vasco será fora de casa, contra o Coritiba. Vale lembrar que a última atuação do time de Renato Gaúcho fora de São Januário foi para ser esquecida, já que o Atlético-MG impiedosamente goleou o time vascaíno pelo placar de 4 a 1. E o Coritiba não é um time fácil de ser derrotado em casa: embora tenha empatado seis vezes no Couto Pereira, foi derrotado apenas em duas ocasiões, pelo Grêmio e pelo Botafogo, quando estes vinham em excelente fase.

É nessas horas que se lamenta pontos importantes perdidos em rodadas anteriores. O Vasco não foi um bom mandante durante o campeonato. Junto com o Figueirense, foi o time que mais perdeu em casa: 7 vezes. Por exemplo, contra adversários teoricamente tranqüilos, a equipe de Renato Gaúcho perdeu em São Januário para Náutico e o já citado Figueirense, além de ter empatado contra o Atlético-PR. Também houveram tropeços a serem muito lamentados fora de casa: o time perdeu para o Ipatinga e empatou com o Sport após levar o gol já nos acréscimos.

Renato Gaúcho não irá motivar ninguém se continuar sendo o símbolo do abatimento no Vasco

Nesse momento difícil, resta ao grupo trabalhar muito para tentar consertar os erros que prejudicaram o time nas últimas partidas e entrar preparado para a próxima. Será mais importante do que nunca a defesa se acertar, Edmundo liderar a equipe, Mádson mostrar o empenho de sempre em campo e Leandro Amaral acertar a pontaria. Renato Gaúcho precisa também recuperar a auto estima dos jogadores e motivar o time para a “decisão” no próximo domingo. Ontem o treinador disse: “O astral dos jogadores quem passa para os jogadores sou eu. O Vasco está passando por dificuldades, mas não está morto. Tem muita coisa para rolar nesses dois últimos jogos.” Porém, se a todo instante se vê a imagem de um Renato Gaúcho abatido e cabisbaixo, que comandante é esse que irá motivar seus jogadores?

É difícil aceitar isso, mas é bom o torcedor vascaíno já ir se preparando para o pior. A equipe vem de duas derrotas seguidas, não depende só de si e tem um confronto difícil pela frente. Esse não é o começo que Dinamite esperava: ele, assim como a torcida, sabia que o início de seu mandato no Vasco seria muito difícil, pois encontraria um clube quase destruído pela frente. Porém, ser rebaixado logo no primeiro ano certamente não estava nos seus planos. Se o time de São Januário realmente cair, o ídolo e atual presidente vascaíno terá muita pressão pela frente, e terá de contar com muita paciência e ajuda de sua torcida. Uma revolta generalizada no momento vai adiantar pouca coisa; só irá piorar a situação.

Foto: globoesporte.com

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Praticamente definido

A torcida do São Paulo já pode ir preparando a festa; somente uma catástrofe fará o tricolor paulista perder esse título

Está praticamente definido. Com os resultados da 36ª rodada, o título já é do São Paulo. O time de Muricy Ramalho venceu um desesperado Vasco em pleno São Januário por 2 a 1 e contou com a derrota do Grêmio para o Vitória por surpreendentes 4 a 2 para abrir 5 pontos de vantagem para o time gaúcho.

Não adiantou lotar o estádio, não adiantou distribuir apito entre os torcedores, não adiantou se lançar ao ataque. O São Paulo, como de costume, não se deixou intimidar e aproveitou as brechas dadas pelo Vasco para derrotá-lo em casa. Vai ser muito difícil um time que não perde há 16 jogos, tendo ganho 11 destes, perder os dois jogos seguintes e não ser campeão, ainda mais enfrentando o já acomodado Fluminense no próximo domingo no Morumbi.

O Grêmio não conseguiu aproveitar a má fase pela qual o Vitória passava e acabou sendo goleado por 4 a 2, praticamente dando adeus às chances de título. Prejudicou e muito o time gaúcho a expulsão de Amaral quando o adversário havia empatado o jogo. Depois de um belo 1º turno, a campanha no 2º vai deixando a desejar: o time conquistou 13 pontos a menos do que o São Paulo. Some-se a isso alguns tropeços em casa, como contra Goiás e Figueirense, e será possível entender porque o título vai escapando na reta final de campeonato. Estando agora distante do líder, resta ao tricolor gaúcho se preocupar em assegurar uma vaga para a Libertadores, o que não será uma tarefa das mais difíceis, já que enfrentará o Ipatinga fora de casa e o Atlético-MG no Olímpico.

O Palmeiras fez o dever de casa e derrotou o Ipatinga em casa pelo placar de 2 a 0. Na verdade, fez mais do que a obrigação, pois enquanto seus principais adversários se enfrentavam ou tinham confrontos difíceis pela frente, o Verdão encarava o lanterna do campeonato. Pelo menos a vitória serviu para amenizar o conturbado ambiente do clube e levar o time novamente ao G4.

Se a rodada foi excelente para o São Paulo, foi catastrófica para o Flamengo. No confronto direto da rodada, o time de Caio Jr., após um 2º tempo eletrizante, perdeu para o Cruzeiro por 3 a 2 e caiu para a 5º posição, prejudicado pela vitória do Palmeiras. O time reclama da arbitragem, que deixou de marcar pênalti já nos acréscimos, quando Tardelli foi derrubado na área, mas deveria reclamar também da zaga, que dormiu nos gols do adversário, e de Juan, que perdeu um gol incrível, sem goleiro, quando jogo estava 2 a 2. Assim como a vitória do time mineiro poderia ter sido mais tranqüila se Jajá não perdesse um gol incrível quando o zero ainda não havia saído do placar.

A missão do Flamengo ficou complicada. Não que seja impossível conquistar os 6 pontos que estarão em jogo nas próximas duas rodadas, mas entre Flamengo, Cruzeiro e Palmeiras, o time carioca talvez possua os confrontos mais difíceis, pois enfrentará o Goiás em casa e o Atlético-PR fora, que dependendo dos próximos resultados talvez ainda estará brigando para sair da zona de rebaixamento. Enquanto isso, o Cruzeiro enfrentará o Inter fora, que provavelmente jogará com o time reserva e a desesperada Portuguesa em casa; já o Palmeiras enfrentará o Vitória fora (aí resta saber se o time entrará acomodado por não ter mais ou que fazer na competição) e o decadente Botafogo em casa. Além de ter confrontos mais árduos, talvez terá de torcer por tropeços dos adversários que a primeira vista dificilmente ocorrerão. Em menos de uma semana, o Fla passou do céu ao inferno, e terá de trabalhar muito para conquistar uma vaga na Libertadores. Já a vitória era tudo que o Cruzeiro queria e dá tranqüilidade à equipe para as partidas decisivas.

Foto: www.lancenet.com.br

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Define ou embola?

A próxima rodada do Campeonato Brasileiro poderá praticamente definir o campeão da competição ou embolar ainda mais a briga pelo título.

Os dois principais candidatos ao título, São Paulo e Grêmio, terão pela frente confrontos complicados. Talvez o jogo mais complicado dos três que lhes faltam. O São Paulo enfrentará um desesperado Vasco fora de casa, enquanto o Grêmio viajará até Salvador para enfrentar um decadente Vitória.

E é justamente por isso que considero a tarefa do São Paulo um pouco mais difícil. A equipe de Muricy Ramalho terá pela frente uma equipe que vinha em ascensão até ser goleado na última rodada e jogará num São Januário lotado, o que é sempre um perigo para o adversário. Enquanto isso, o Grêmio jogará contra um time que fez excelente campanha no 1º turno mas que não vence há 7 jogos; o time baiano já não assusta mais ninguém nem mesmo em casa, tendo até mesmo perdido para o Atlético-MG na última vez que jogou no Barradão.

Porém, não se pode ignorar o belo desempenho do São Paulo nas últimas 15 rodadas, tendo obtido 10 vitórias e 5 empates. Da mesma maneira, não se pode esquecer que o Grêmio não vencia fora desde agosto, só voltando a derrotar um time fora de seus domínios há poucos dias, quando venceu o Palmeiras no Palestra Itália pelo placar mínimo. Isso pode acabar pesando: o São Paulo calar São Januário, como fez no ano passado, e vencer, e o Grêmio pode tropeçar novamente. Caso isso aconteça, o título é praticamente do São Paulo. Mas o contrário pode acontecer, e as chances do Grêmio ser campeão aumentarão e muito.

E muito atrás nessa briga vem o Flamengo. Mas vamos ser realistas: por mais que muitos torcedores rubro-negros ainda confiem no título e até já torçam para o Vasco derrotar o São Paulo, conquistar o campeonato é uma missão muito, mas muito difícil no momento. Até porque, para se manter vivo no campeonato, precisa derrotar o Cruzeiro no Mineirão, algo realmente muito difícil. Caso perca, o Fla pode passar de candidato ao título a time fora do G4, o que acontecerá se o Palmeiras também derrotar o Ipatinga, o que não é uma tarefa difícil. Então, antes de secar o adversário, é melhor se preocupar com o próprio jogo.

De qualquer maneira, serão 2 horas muito tensas entre 17 e 19 horas, já que os 3 times jogarão no mesmo horário. Só tome cuidado para não ficar indeciso na hora de escolher um jogo para assistir e não ver nenhum deles direito!