terça-feira, 29 de setembro de 2009

10 de agosto: o dia que pode ter decidido o destino do Botafogo


Depois de sair do Botafogo, Ney Franco vem conseguindo obter os resultados estipulados no Coritiba. Já o seu antigo clube vem numa decadência sem fim.

10 de agosto pode ter sido um dia decisivo para o Botafogo em 2009. Foi nessa data que a diretoria do clube decidiu demitir Ney Franco, logo após a derrota para o Atlético-PR em casa. Uma atitude que se revela precipitada a cada rodada que passa.

Na época em que foi mandado embora do clube, já não aprovava a decisão da diretoria. Para quem tinha um time muito limitado em mãos e que até hoje sente a falta de Maicosuel – Lúcio Flávio nem de longe substitui a altura o agora meia do Hoffenheim – Ney Franco fazia muito pelo Botafogo. Conhecia bem o grupo com que trabalhava e cumpria a tarefa de deixar a equipe numa posição intermediária na tabela – com o elenco que lá está, não dá para ir mais adiante. E só não conseguia estar numa posição melhor porque era prejudicado pelos constantes erros da arbitragem e pelas falhas clamorosas da sua defesa – não por armar mal esse setor, mas sim pela ruindade de seus defensores mesmo.

Pois bem, preferiram trocar o certo pelo duvidoso. Uma ruptura num trabalho que merecia continuidade. No meio de um campeonato complicado e nivelado, colocar um técnico (Estevam Soares) que não é tão gabaritado assim – no máximo, via sua carreira numa ascendente – e não conhecia o grupo. E o resultado foi desastroso: o ex-treinador do Barueri não venceu uma partida sequer das 9 que disputou no Brasileirão e conquistou míseros 6 dos 27 pontos disputados.

Será que o desempenho de Ney Franco seria melhor? Bom, não sou vidente. Mas é fato que Estevam não fez nada que melhorasse o desempenho de sua equipe; tanto que a equipe vem numa descendente, mostrando que o elenco realmente é limitado e sobretudo que a culpa não era do agora técnico do Coritiba (que por sinal conquistou 14 dos 24 pontos disputados sob seu comando e tirou o time da zona de rebaixamento).

Estevam Soares não tem a confiança de ninguém agora. Não tem mais clima no clube. Não parece que vai dar jeito no clube. Então o que fazer agora? Demitir o treinador e assumir que se precipitou ou insistir ainda mais e correr o risco de ver a equipe afundar mais e mais? E se optar pela demissão, vai contratar quem? Quem está disposto a tirar o clube do rebaixamento, tem competência para isto e está disponível no mercado?

A diretoria do Botafogo, com seu planejamento de reconstrução lenta mas honesta do clube, não merecia esse sofrimento. Tampouco merece um rebaixamento. Mas o desempenho recente do clube mostra cada vez mais que a atitude tomada naquele 10 de agosto foi um erro. Caia ou não para a Série B esse ano, que o episódio sirva de lição para o futuro.

Foto: www.terra.com.br

domingo, 27 de setembro de 2009

Um balde de água fria em Barrichello


No belo mais entediante GP disputado em Cingapura, Jenson Button levou a melhor sobre Rubens Barrichello

GP chato disputado hoje em Cingapura. Os donos da F-1 podem fazer um trabalho muito legal tornando as provas mais glamurosas e levando corridas para lugares sem tradição no automobilismo, enchendo ainda mais os seus bolsos. Porém, vemos cada vez menos emoção na pista e cada vez mais provas sendo decididas nos boxes – hoje houve mais na tensão no momento em que as paradas foram feitas do que nas tentativas de ultrapassagens, que por sinal foram raras. Seria muito bom se Bernie Ecclestone e sua trupe pensassem mais em promover corridas realmente atraentes do que torná-las um mero detalhe, valendo muito mais todo o clima de festa criado em cima das provas.

Porém, Lewis Hamilton não tem nada a ver com isso. E aproveitou as condições extremamente favoráveis para vencer a corrida – largava na frente, tinha gasolina suficiente para não entrar no boxes tão cedo e ainda contou com os contratempos de Rosberg e Vettel. Mas quem ficou realmente satisfeito com o resultado final desta corrida foi seu compatriota piloto da Brawn GP.

O fato de Jenson Button terminar na frente de Rubens Barrichello foi uma vitória moral para o inglês na guerra psicológica entre os dois e um balde de água fria na reação do brasileiro. Fazia um bom tempo que o inglês não terminava uma prova na frente de seu companheiro – mais precisamente desde o GP da Hungria.

Só para constar: não é preciso jogar pedras em Rubinho por não ter chegado na frente de Button. Ele fez uma boa corrida, e o inglês também. Só que Button foi beneficiado por estar mais pesado do que seu companheiro e fazer uma segunda perna mais longa. Tem que agradecer a entrada do safety car também.

É verdade que Barrichello tem motivos para não lamentar tanto o resultado. Largou em 9º devido a punição que recebeu por trocar o câmbio, logo terminar em 6º não foi mal negócio. Mas Button largou mais atrás, em 11º, e, ajudado pelo safety car, terminou em 5º. Da mesma maneira, ter conseguido somente um ponto a mais pode parecer irrelevante para o líder do campeonato. O problema é que é consenso que Rubens deveria, a cada corrida, abaixar sua diferença em relação ao inglês. E ver o oponente aumentar a diferença, por menor que ela tenha sido alargada, incomoda. Se já incomodaria se ele tivesse tirado apenas 1 ou 2 pontos...

Faltando três corridas para o final e 15 pontos atrás de Button, Barrichello tem cada vez mais a obrigação de conseguir resultados positivos, de preferência vitórias - e não apenas uma. Além disso, terá de contar com erros e atuações apáticas de Button, para que ele não pontue muito nas próximas provas – claro que isso pode acontecer, como já aconteceu, mas nunca é bom depender disso.

Sim, o título ainda é possível. Mas vai se tornando cada vez mais uma tarefa complicada.

Foto: www.gpupdate.net

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Quase OFF: Blogueiro vidente


Nos dias que antecedem uma corrida de F-1, é sempre legal relembrar alguma prova disputada no circuito que será o palco de todas as atenções no domingo. Porém, Cingapura só sediou alguma prova uma única vez; e os acontecimentos principais daquela corrida - o acidente de Nelsinho Piquet e o desastroso reabastecimento de Felipe Massa – já foram tão comentados ultimamente que dedicar um post a uma análise deles soará um tanto repetitivo.

Mas há algo sobre esta corrida que (acho que) não comentei aqui no blog. Esta página teve recorde de acessos num só dia (165) quando Reginaldo Leme, no GP da Bélgica deste ano, deu informações de que a Renault estava sendo investigada por tudo que aconteceu no dia 28 de setembro do ano passado. Como a notícia caiu como uma bomba no mundo da F-1, muitos digitaram algo relacionado a Nelsinho Piquet + Renault + GP Cingapura no Google e acabaram acessando o meu post sobre tal GP no ano passado.

Até aí, tudo bem. Comentei este fato no Twitter e Daniel me avisou que meu blog havia citado num Twitter de algum jornalista (não me perguntem quem era a pessoa, eu já não lembro; na verdade, lembro nem se era jornalista mesmo, rs). Fuçando google e tudo mais o que tem direito, descobri o porque desta pessoa ter citado o meu blog: tudo por causa deste comentário “vidente” do Net Esportes no dia do GP de Cingapura, que pode ser visto aqui:

“pura estratégia da Renault, o Briatore armou tudo !!!!!”

Como costumo dizer, Net Esportes deus, gênio, mito, estou até escrevendo de pé em cima da cadeira. Sabia de tudo antes da FIA e afirmou o poucos ousavam acreditar: eu achava que era coincidência, Marcelonso acreditou que era ruindade do Nelsinho mesmo, Luis nem tinha se ligado na "coincidência", Felipe quis zoar Piquet, Marcos deu indícios de que quer que Alonso dê o troféu a Rosberg e Daniel e Vinicius foram os únicos que chegaram perto da opinião do Netesportes, mas sem tanta precisão. Da próxima vez, aproveite e me passe os números da Mega-Sena também.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Nessa Andrade acertou


Depois de ver seu time caminhando para a parte de baixo da tabela, Andrade resolveu arriscar e mudar o esquema. E acertou.

4 jogos de invencibilidade. 10 pontos conquistados dos últimos 12 disputados. Nesse tempo, 9 gols marcados e nenhum sofrido. Números como esses fizeram com que o Flamengo pulasse para a 8ª posição do Brasileirão nas últimas rodadas e voltasse a sonhar com uma vaga no G4 – no momento, o clube carioca está a 5 pontos de tal zona.

Vários fatores contribuíram para que a paz e a esperança voltassem à Gávea: a contratação de Álvaro e Maldonado, a volta dos titulares contundidos, o grande momento vivido por Adriano e Petkovic e até mesmo o fato das últimas quatro partidas terem sido disputadas contra equipes que estão na parte de baixo da tabela. Porém, tão importante quanto isso foi a escolha de Andrade por um novo esquema.

Não foi mera coincidência que os últimos resultados positivos do Flamengo vieram ao mesmo tempo que o 4-4-2 foi implantado. O já mais que manjado 3-5-2 foi deixado de lado para a entrada de uma formação que vem dando resultados.

No esquema anterior, as principais jogadas ofensivas eram armadas pelos laterais, que subiam ao ataque praticamente sem se preocupar com a defesa. Para isso, a equipe sempre contava com 3 zagueiros e geralmente com 2 volantes. Tal ideia era muito boa se o jogo com os alas fluísse, mas não dava certo quando eram bem marcados. Quando isso acontecia, o time carecia de criatividade: como no meio campo havia muitos jogadores de características defensivas e sem tanta habilidade para levar o time para a frente, o ataque acabava prejudicado, pois não era devidamente municiado. E isso já vinha acontecendo com certa frequência ultimamente.

Agora, os ofensivos laterais Léo Moura e Everton se preocupam mais com a defesa e só sobem “na boa”, o que não quer dizer que abdicaram do ataque. A zaga, com um homem a menos, continua bem protegida por dois volantes de ofício. E Andrade depositou a responsabilidade de armar as jogadas no sérvio Petkovic – que vem dando conta do recado até o momento. Quando este está sobrecarregado, recebe a ajuda ou dos laterais ou do terceiro homem do meio campo: Zé Roberto, se o time estiver mais ofensivo, ou Fierro, se o técnico quiser um homem que se preocupe mais em ajudar Léo Moura e que tenha um mínimo de noção de como defender e como atacar.

Com isso, o time ganhou mais consistência, não deixou de ficar desprotegido na defesa e ainda possui um leque maior de opções no ataque. E ainda por cima abriu mão de um esquema que se tornava cada vez mais fácil de ser marcado: afinal, era só proteger as laterais que o Flamengo se via em dificuldades.

É justamente por isso que Andrade merece palmas. Deixou de lado o que os antigos treinadores do clube pensavam – que era quase impossível fazer o Fla jogar sem um esquema que priorizasse o jogo pelas pontas – e montou uma formação que está fazendo o Flamengo jogar bem. Claro que o esquema não é perfeito e ainda precisa ser testado mais vezes; mas já é um sopro de inovação depois da mesmice dos últimos tempos e que pode gerar bons frutos.

Foto: www.flamengo.com.br

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Se ele não quer...


A Copa do Mundo de 2006 definitivamente foi uma espécie de divisor de águas para Ronaldinho Gaúcho. Se até o início da competição o jogador estava numa incrível forma, depois do seu desempenho pífio no torneio sua carreira começou a caminhar ladeira abaixo.

Com atuações cada vez mais decepcionantes pelo Barcelona, conseguiu o que parecia ser impossível em 2004 e/ou 2005: ser praticamente chutado do clube. Não se firmou no Milan, fracassou na tentativa de levar a seleção olímpica ao ouro inédito, perdeu sua vaga na seleção brasileira principal e não consta mais nas listas de melhores jogadores do mundo no momento. Detalhe: para que isso acontecesse, não sofreu uma contusão grave, nem teve um problema particular sério – se teve, não foi noticiado, mas acredito que não teve mesmo.

Dunga (na foto, com Ronaldinho Gaúcho) e Leonardo também já perderam a paciência com o brasileiro

Pois bem: na minha santa inocência, sempre achei que, quando um jogador chega ao fundo do poço, ele deve botar a cabeça no lugar, avaliar o que está fazendo de errado e tentar reverter a situação. Afinal, foi tão difícil chegar ao topo que não se pode deixá-lo tão facilmente.

Mas não é isso que parece acontecer com Ronaldinho Gaúcho. Pelo contrário. No momento, dá mais a impressão de ser um jogador acomodado, que pensa que já conquistou tudo na vida e não tem a menor pretensão de voltar a velha forma. Que não quer mais ser considerado o craque do seu time, não quer lutar por um lugar na seleção de seu país e só quer saber da vida noturna. E se promete melhorar seu rendimento em campo, sua intenção é somente da boca para a fora, porque não é isso que vemos ele demonstrar nos gramados. Em suma: cada vez mais desperdiça o seu talento.

E sabe o que é pior? Enquanto o meia parece ignorar sua decadência, alguns (ou muitos, não sei) de nós ficamos animados com qualquer partida em que ele atue bem, ou faça um gol bonito, ou mostre um lance da sua genialidade que está escondida há algum tempo. Ficamos apostando que o velho Ronaldinho está voltando para depois se decepcionar com as performances seguintes e ver que tudo aquilo não passou de ilusão.

Foi assim nesse começo de temporada – pois é, míseras 4 ou 5 partidas foram suficientes para se constatar isso. Depois de, junto com Alexandre Pato, ter sido o melhor em campo na partida contra o Siena pela abertura do Calcio, e ter ressuscitado discussões do tipo “Será que o velho Ronaldinho voltou?”, teve uma atuação apagada contra a Internazionale e outra contra o Livorno para depois já esquentar o banco no jogo contra o Olympique de Marselha – com direito a ver seu substituto, o holandês Seedorf, dar os passes dos dois gols do Milan.

Como ele reagirá a isso? Não sei. Muito provavelmente ignorando esse fato, voltando a fazer mais uma meia dúzia de partidas boas numa sequência de mais de trinta e se contentando com isso. Perdendo a chance de ir a sua terceira Copa seguida. Perdendo crédito com o torcedor e fã do futebol bem jogado – a quem, obviamente, não deve dar satisfações, mas irrita por saber que pode jogar muito, mas muito mais.

Eu que não vou mais me preocupar com isso. Porém, admito que é frustrante saber que alguém que tinha futebol para mais umas 5 ou 6 temporadas fantásticas desperdiçar o seu talento tão precocemente, antes mesmo de chegar a casa dos 30 anos de idade.

Foto: www.estadao.com.br

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Red Bull Racing out


Depois de acompanhar com certo temor os resultados significativos conquistados pelos pilotos da Red Bull justo no momento em que Jenson Button começava a cair de produção, Ross Brawn já pode respirar aliviado. Após os resultados do GP da Itália, ficou praticamente decidido que os pilotos da equipe dos energéticos não participarão da briga pelo título da competição, deixando a tarefa aos pilotos da Brawn GP. E o próprio dono da equipe, Dietrich Mateschitz, já jogou a toalha.

Na verdade, a prova disputada em Monza serviu apenas para concretizar algo que já vinha sendo construído desde Valência. Se foi lá que Rubens Barrichello iniciou sua recuperação no campeonato, também foi lá que os pilotos da RBR começaram a minar suas chances de se sagrarem campeões.

Depois de terminar em nono tanto em Valência quanto na Bélgica, Mark Webber viu suas chances de ser campeão praticamente irem para o espaço com o abandono na primeira volta na Itália

Desde o GP da Europa, Rubinho conquistou 22 dos 30 pontos disputados e seu companheiro, 10. Enquanto isso, Sebastian Vettel ganhou apenas 7, e Mark Webber teve um desempenho para se esquecer: não conseguiu um ponto sequer.

Ou seja: tendo que conseguir bons resultados para ainda tentar alcançar Button – algo que apenas Barrichello, de quem menos se esperava, conseguiu -, Webber e Vettel fizeram justamente o oposto. O primeiro mais parecia o piloto apagado de 2008, jogando sua regularidade no lixo, enquanto o segundo também esteve um pouco apático, além de contar com o problema da quantidade de motores a serem usados na temporada, algo que certamente o limitou na pista.

Com o alemão a 26 pontos do líder e o australiano a 28,5 e com apenas mais quatro corridas a serem disputadas, o título é algo praticamente impossível para ambos. Para conseguir tal feito, um deles teria que talvez vencer todas as provas – na situação atual, não dá para revezar no número de vitórias - e torcer para uma série incrível de erros e abandonos dos pilotos da Brawn. Algo que será muito difícil de acontecer, principalmente porque Button possui uma ainda confortável vantagem que lhe permite ser mais cauteloso nas próximas provas.

No momento, para garantir o sucesso em 2009, o melhor garantir boas performances nas próximas corridas afim de assegurar os 3 º e 4º lugares. Afinal, Kimi Raikkonen – a 11,5 de Webber e dono de quatro pódios consecutivos - vem se recuperando no campeonato e já aparece no retrovisor, pronto para colocar a Ferrari num lugar que parecia impensável no começo do campeonato.

Foto: www.motorsport.com

sábado, 12 de setembro de 2009

Agora vai, Sutil?

OBS: Amanhã passarei o dia todo fora de casa e só assistirei o GP depois das 8 da noite; portanto, não farei a análise da corrida. Aliás, estou pensando em daqui para a frente não fazer mais análise das provas, e sim comentar um fato da corrida. Mas é algo que ainda estou pensando em fazer.

Adrian Sutil duelando com Nico Rosberg no Japão em 2007, quando conquistou seu único ponto na F-1

Sempre acreditei que Adrian Sutil conquistaria os primeiros pontos da Force India. O seu bom desempenho na pavorosa Spyker e o fato de ter “quase entrado” na zona de pontuação mais vezes do que Giancarlo Fisichella me fizeram acreditar piamente nisso. Mas o italiano teve performances muito boas principalmente nas últimas corridas e realizou o feito na frente do alemão.

Com o segundo lugar no grid de largada da Itália garantido – só não foi pole por causa da fantástica volta de Lewis Hamilton no final da corrida – Sutil tem nova chance de trazer alguns pontinhos para a equipe indiana. Não será o feito de ser os primeiros da equipe, mas trará tanta satisfação quanto aqueles 8 conquistados por Fisico na Bélgica, certamente.

Mas para isso, terá de fazer uma prova tão consistente e sem erros como a de Fisichella há duas semanas. Terá de contar com a sorte de não vir nenhum piloto como uma vaca adoidada atrapalhando seu caminho, como Raikkonen foi no final do GP de Monaco de 2008, tirando o seu 4º lugar. E terá de não errar como errou na China e na Alemanha este ano – esta última, quando coincidentemente bateu em no finlandês da Ferrari. Erros bobos que tiraram pontos praticamente certos e a chance de entrar na história da Force India.

Se tudo der certo amanhã, o alemão terá grandes chances de finalmente pontuar, algo que não consegue desde o improvável 8º lugar no Japão em 2007. O caminho já está bem andado, pois seu carro está muito bom e a largada será relativamente tranquila para ele. Agora, é refletir porque não pontuou das outras vezes em que esteve tão perto do feito para evitar que o mesmo ocorra e para que não termine com o sentimento de frustração mais uma vez.

Foto: www.motorsport.com