segunda-feira, 30 de junho de 2008

Conquistando respeito

Finalmente, chegou o tão esperado dia. A Espanha derrotou a Alemanha por 1 a 0, gol de Fernando Torres, aos 33 minutos do primeiro tempo, e conquistou a Eurocopa 2008; um título da importância da principal competição entre seleções depois da Copa do Mundo não era conquistado pela “Fúria” desde 1964, quando a seleção espanhola venceu a mesma competição dentro de seus domínios. Mais importante do que esse feito, só o respeito que a Espanha adquire com essa conquista.

Isso porque a Espanha sempre foi conhecida como a seleção do ‘quase’; percebemos isso pelo retrospecto recente da seleção em Copas do Mundo. Em 1998, foi desclassificada ainda na primeira fase, após ser surpreendida pela Nigéria e pelo Paraguai. Em 2002, a seleção foi injustamente derrotada pela Coréia do Sul nas quartas de finais, durante a loteria dos pênaltis: injustamente porque a “Fúria” marcou dois gols legítimos durante o jogo que foram incorretamente anulados. Em 2006, numa Copa em que os favoritos estavam mal e a Espanha vinha se mostrando um favorito ‘de última hora’ (devido ao seu desempenho durante a fase de grupos), teve o azar de pegar a perigosa mas já insossa França durante ainda nas oitavas de finais, sendo derrotada por 3 a 1.

Porém, tudo mudou da água para o vinho. A Eurocopa mostrou que a Espanha determinada a apagar o estigma de ‘cavalo paraguaio’. E acabou provando isso, já que a competição serviu como um verdadeiro teste (e que teste!): fez gol no último minuto num jogo difícil contra a Suécia; mandou a tradicional Itália para casa, vencendo na decisão por pênaltis: decisão que mostrou que os nervos dos espanhóis estavam no lugar, até mesmo depois de Guiza perder sua cobrança. E por último, não deixou o nervosismo bater enquanto o time vencia a Alemanha na final.

Então, o geral parte para o particular. Isso porque o respeito que a seleção espanhola adquire influi na reputação de vários jogadores espanhóis, que serão muito mais respeitados a partir de agora. Casillas, que era visto com certa desconfiança no hall dos melhores goleiros da atualidade, ganhou pontos com muitos fãs de futebol depois de suas seguras atuações durante a competição; isso sem contar os pênaltis defendidos contra a Itália. David Villa se recuperou das atuações irregulares pelo Valencia na última temporada e voltou a ser visto como um atacante perigoso e matador. Fernando Torres deixou de vez de ser uma promessa, já que finalmente conquistou um título importante em sua carreira. Iniesta e Xavi deixam de ser peças talentosas no meio campo do Barcelona que podem ser trocadas vez ou outra. E as atuações de Marcos Senna deixarão os brasileiros se perguntando como deixaram um jogador como ele se naturalizar, numa posição carente na atual seleção brasileira.

A Espanha já figura como uma das favoritas ao título da próxima Copa do Mundo. Sem o título de seleção do ‘quase’ e com jogadores jovens e já vitoriosos misturados a outros com maior experiência e igualmente vitoriosos, a “Fúria” promete.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Desta vez, só sobrou a sorte

Nos jogos contra São Paulo e Boca Juniors, o Fluminense teve um misto de competência e sorte, principalmente quando jogou no Maracanã, diante de sua torcida. Porém, ontem somente a sorte acompanhou o tricolor carioca na altitude de Quito; isso porque a derrota para a LDU por 4 a 2 foi pouco para o péssimo desempenho do representante brasileiro na final da Libertadores 2008 no jogo de ontem.
O primeiro tempo foi horrível, pavoroso, horripilante ou qualquer outro adjetivo que traduza a tragédia tricolor em campo inimigo. Os primeiros 15 minutos já mostravam como seria o jogo: a LDU jogava pelas pontas, principalmente com Guerrón (seu principal jogador), mas dava muitos espaços para o Fluminense, deixando grandes buracos na defesa, principalmente nas laterais (semelhantes aos deixados pelo Boca Juniors nos confrontos da semifinal). Já o Fluminense marcava muito mal e pouco aproveitava os espaços dados pelo time equatoriano. O gol prematuro da LDU, logo aos 2 minutos, numa jogada feita por Guerrón, e a incrível chance perdida por Washington, logo após o gol do time da casa, provaram o prenúncio. De diferente, só o lindo gol de falta marcado por Conca aos 11 minutos, empatando o jogo e dando esperança ao Fluminense.

Esperança essa que lentamente foi indo por água abaixo. O time equatoriano foi se recompondo do susto aos poucos, ajudado pelo fato de o time brasileiro pouco aproveitar os espaços dados pelo adversário. Aos 28 minutos começou o massacre da LDU, com o gol de Guerrón. Jairo Campos, aos 33, e Urrutia, aos 45 trataram de afundar o Fluminense, impondo ao time uma sonora goleada de 4 a 1 em pleno primeiro tempo (a bola parada foi a grande arma da LDU, já que 2 gols saíram dessa maneira). Sinceramente, não tinha visto o Flu jogar tão mal nesse ano. O forte sistema defensivo sempre armado por Renato Gaúcho ficou nas Laranjeiras: havia vários espaços no meio campo tricolor, que foram bem aproveitados pelo adversário. Arouca, Cícero e Ygor estavam totalmente perdidos, sem saber o que fazer. Júnior César, que vem jogando muito bem esse ano (talvez brigando com Juan pelo título de melhor lateral esquerdo do Brasil até o momento), dava muito espaço à Guerrón, que deitava e rolava por seu setor: por lá, foram criadas as melhores jogadas da LDU no 1º tempo. E para piorar, os homens da frente não aproveitavam a má performance defensiva da LDU e os vários passes errados dos seus jogadores. Aonde está a sorte nisso tudo?

No segundo tempo, a sorte começou a aparecer (finalmente); isso porque logo aos 6 minutos Thiago Neves diminuiu, após aproveitar escorregão de um zagueiro da LDU e cabecear quase sem marcação. O Flu certamente melhorou no 2º tempo, mas principalmente porque seu adversário visivelmente abaixou o ritmo. Mesmo assim, o Flu não conseguiu se aproveitar da má marcação da LDU e ainda teve sorte quando, aos 43 minutos, Urrutia acertou um chute na trave. Se o jogo tivesse terminado 5 a 2, a tarefa do Flu seria muito mais difícil no Maracanã.

A LDU provou que, embora perigosa, não é um bicho papão (e isso eu já tinha falado faz tempo, nos primórdios deste blog); já o Flu teve uma atuação para ser esquecida. Cabe ao tricolor carioca se concentrar nos próximos dias para não cometer os mesmos erros de ontem, que podem ser fatais na próxima quarta-feira. Ah, e claro: é preciso aproveitar os espaços deixados por Guerrón e cia.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Alento aos decepcionados

A atual edição da Eurocopa vem surpreendendo muita gente; felizmente, de forma positiva. Um ótimo remédio para aqueles que ainda não conseguiram engolir a última edição da Copa do Mundo, recheada de jogos chatos, sem surpresas durante toda a competição e que ainda premiou as burocráticas seleções da Itália e da França, que não encheram os olhos de ninguém.

Nessa Eurocopa, tudo mudou. Como aperitivo, já fomos surpreendidos com a não classificação da Inglaterra, uma tradicional seleção européia, que, diga-se de passagem, teve atuação pavorosa na última Copa do Mundo. A França e a Itália, que mostraram o mesmo futebol insosso da Copa da Alemanha, já voltaram para casa (merecidamente, diga-se de passagem). A Suíça, outra representante do antifutebol na última Copa do Mundo, foi eliminada diante dos próprios torcedores ainda na primeira fase. Isso sem falar na Grécia, que desde a Copa das Confederações de 2005 é castigada por ter ganho uma competição tão importante com um futebol tão feio e defensivo; Charisteas e seus companheiros foram eliminados sem ganhar um mísero ponto.

Já tivemos grandes jogos, que ficarão na lembrança de muita gente por um bom tempo. Afinal, quando veremos jogos como Alemanha 3 x 2 Portugal, Holanda 4 x 1 França, ou qualquer uma das 3 sensacionais viradas da Turquia? (por favor, considerem o empate heróico contra a Croácia na prorrogação como uma “virada simbólica”)

Por isso devemos elogiar as 4 seleções classificadas para as semifinais. A Turquia vem mostrando uma capacidade de recuperação impressionante durante os jogos, jogando com uma garra cativante. A Espanha vem mostrando que tem tudo para acabar com o estigma de “seleção que amarela”: possui um ataque jovem e talentoso (Torres e Villa), jogadores do meio campo que sabem atacar e defender com muita eficiência (Xavi, Iniesta e até mesmo Fabregas) e um goleiro que se firma cada vez mais entre os melhores do mundo (Casillas); para melhorar, os jogadores parecem cada vez mais amadurecidos. Quanto à Rússia, confesso, só assisti um jogo: justo o primeiro, em que os comandados de Guus Hiddink foram goleados pela Espanha. Mas pelo que tenho visto, é uma seleção que vem mostrando um futebol competente e ofensivo, capaz de arrancar elogios daqueles que antes torciam para a Holanda.

E a seleção alemã? Muitos dizem que é o “câncer” entre as quatro seleções restantes. Porém, tenho outra opinião: creio que essa Alemanha treinada por Joachim Löw possui um toque de criatividade e talento que a difere das seleções alemãs de outros anos. Não por causa de Ballack, mas sim por Schweinsteiger, Podolski e Lahm, que vêm fazendo ótima Eurocopa e possuem uma habilidade atípica dos seus conterrâneos. Se não enche os olhos, também não está no “grupo burocrático” da França e da Holanda.

Os decepcionados com a última Copa do Mundo agradecem.

domingo, 22 de junho de 2008

Tentando fazer história

Numa corrida que não foi tão chata quanto se imaginava (pelo contrário, teve até bons momentos), Felipe Massa contou com uma pitada de sorte e venceu o GP da França. De quebra, assumiu a liderança do campeonato: além de ser um fato inédito na sua carreira, um brasileiro não alcançava tal feito na F-1 desde 1993, quando Ayrton Senna ainda estava na Mclaren. Kimi Raikkonen, que liderava com certa tranqüilidade até ter problemas com o sistema de escapamento, foi o segundo, enquanto o italiano Jarno Trulli conseguiu uma excelente terceira posição.

Raikkonen e Massa largaram bem e mantiveram suas posições iniciais, ao contrário de Alonso, que acabou caindo para 5º, sendo ultrapassado por Trulli e Kubica. Ainda durante a primeira volta, o polonês tentou ganhar a 3º posição de Trulli, mas acabou sendo fechado pelo italiano e ultrapassado por Alonso. Enquanto isso, Hamilton, que havia largado em 13º, fruto da punição de 10 posições pela lambança feita em Montreal, ganhava a 10º posição de Vettel. Porém, o inglês acabou “cortando caminho” e não devolveu a posição ao jovem alemão.

É Hamilton, nem sempre a F-1 premia os “espertões”. Após ultrapassar Kovalainen (com certa facilidade; o finlandês deve ter recebido ordens para deixar o inglês passar) e duelar por algumas voltas com Nelsinho Piquet pela 8º posição, Hamilton foi punido pela ultrapassagem, hã, “ilegal” sobre Vettel (foi obrigado a passar pelos boxes), arruinando toda a sua corrida.

A corrida seguiu num ritmo normal; Raikkonen e Massa dispararam em relação aos demais, sendo que Raikkonen aumentava sua diferença para Felipe volta a volta. Todos os pilotos fizeram suas paradas normalmente. Se tinha alguém quase dormindo em frente à tv, logo acordaram quando viram Nelsinho Piquet, inusitadamente, sendo ultrapassado por Kovalainen. Explico: o brasileiro segurou o piloto da Mclaren durante várias voltas, até ambos pararem para o primeiro pit stop ao mesmo tempo. O piloto da Renault saiu na frente, mas acelerou o carro tarde demais após passar pela linha branca que determina o limite de velocidade nos boxes e foi ultrapassado ali mesmo por Kovalainen. Que coisa...

Após o primeiro pit stop da maioria dos pilotos, a corrida começou a ganhar em emoção. Kubica, que havia ganho a posição de Alonso, começou a pressionar Trulli, dando uma prévia do quanto o italiano sofreria até o final da corrida. Raikkonen, que aumentava cada vez mais sua vantagem para Massa, começou inexplicadamente a ver sua vantagem reduzida em relação ao brasileiro, que chegou a ser de 6 segundos.

As próximas voltas seriam cruciais para o resultado final da corrida; era cada vez mais visível que Raikkonen perdia rendimento, embora ninguém soubesse o motivo. Massa rapidamente encostou no finlandês e o ultrapassou na 38º volta, conquistando a liderança do GP. Enquanto Massa abria cada vez mais em relação à Raikkonen, Trulli, Kubica e Alonso disputavam a 3º posição, enquanto Kovalainen fazia uma bela ultrapassagem em cima de Webber e conquistava a 6º posição.

Faltando menos de 20 voltas para o término do GP, durante o 2º pit stop da maioria dos pilotos, alguns pingos de chuva começaram a cair sobre o circuito. Porém, a mesma acabou não interferindo muito no resultado da corrida, já que ninguém foi obrigado a colocar pneus de chuva.

O fim da corrida ainda reservava um ótimo duelo: Kovalainen, que havia ganho a posição de Kubica nos boxes, tentava ganhar de qualquer maneira a 3º posição de Trulli. Porém, o italiano, experiente, conseguiu segurar muito bem o finlandês. Em vários momentos, Kovalainen apareceu ao lado do piloto da Toyota, chegando até a se tocarem faltando 2 voltas para o final; porém, o italiano conseguiu segurar sua posição até o final da corrida. Um merecido resultado para ambos: o pódio de Trulli premiou a boa fase da Toyota, e a boa corrida de Kovalainen pode ser o sinal de recuperação para o jovem finlandês, que vem de seguidos insucessos.

À parte dessa briga, Massa terminou a corrida tranqüilamente na 1º posição, seguido por Raikkonen, ainda brigando com o problema de escapamento. Se Massa não fez nada de espetacular durante a corrida (não chegava a assustar Raikkonen até o finlandês ter problemas), também não cometeu erros. Trulli, Kovalainen e Kubica permaneceram em suas posições (não foi um bom fim de semana para a BMW, já que Heidfeld chegou num distante 13º lugar), enquanto Webber terminou em 6º. Nelsinho Piquet finalmente conseguiu seus primeiros pontos, terminando em 7º, após ultrapassar seu companheiro Alonso a 2 voltas do final, depois de um erro do espanhol. Tirando o erro do pit stop, Nelsinho fez uma boa corrida: conseguiu suportar a pressão de Hamilton e Kovalainen e não perdeu tempo rodando a todo instante. Rubens Barrichello terminou na 14º posição, finalizando melancolicamente um péssimo fim de semana da Honda.

Ih, faltou falar do Hamilton, né? Pois é, terminou em 10º, e já está ficando para trás no campeonato de pilotos...

sábado, 21 de junho de 2008

Sad but true

É incrível, mas parece que a Holanda está fadada ao mesmo destino. Quando parecia mais uma vez favorita absoluta ao título, devido a um estilo de jogo envolvente e cativante, a "Laranja Mecânica" foi derrotada pela Rússia na prorrogação (3 a 1, 1 a 1 no tempo normal) e está fora da Eurocopa. Não comentarei nada sobre o jogo porque preferir ir ao Maracanazinho assistir os Globotrotters (sim, os times para os quais eu torço sempre perdem quando eu não assisto seus jogos).

Mas posso dizer que fiquei realmente triste com a derrota dos comandados de Van Basten (agora ex-comandados). Triste porque a Holanda surgiu como uma esperança: esperança de que os técnicos finalmente acreditassem que o futebol ofensivo pode dar resultados positivos, e que não é preciso ser extremamente defensivo e burocrático para ser campeão; vencedores de competições do porte da Eurocopa geralmente causam uma revolução nos esquemas dos times de futebol. Mas agora tudo foi por água abaixo.

Só falta a Itália ser campeã de novo...

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Criatividade - onde encontrá-la?

Dessa vez a culpa não foi do Gilberto Silva, nem do Mineiro, muito menos do Josué. Falta de vontade? Graças a Deus, dessa vez passou longe. Mas a mesma falta de criatividade predominante no jogo de domingo pairou sobre a Seleção Brasileira no jogo contra a nossa maior rival, a Argentina. O resultado? Um chocho 0 a 0.

E sabe o que é pior? Não há perspectiva nenhuma de melhora nesse aspecto. Robinho ainda é irregular na seleção, assim como no Real Madrid: vive de lampejos, o que não é suficiente para quem é considerado o principal jogador da seleção atual. Diego não consegue reeditar as boas atuações que o levaram a ser considerado um dos craques do Campeonato Alemão; é ainda mais dependente de lampejos do que Robinho, o que é pouco para quem é responsável pela ligação do meio campo com o ataque. Júlio Baptista é raçudo, usa bem o corpo, mas convenhamos, não é o jogador mais adequado para armar jogadas: pode ser na Europa, mas não aqui no Brasil.

Se os jogadores do meio campo não ajudam, então vamos recorrer aos nossos laterais; afinal, os laterais brasileiros são tão ofensivos que, quando chegam na Europa, viram meias ofensivos. Mas os laterais de Dunga não são assim: Gilberto é bem discreto no apoio, enquanto Maicon está em má fase há muito tempo; suas pífias tentativas de cruzamentos para Adriano mostraram isso.

Então, chegamos a conclusão de que, se não há jogadores criativos na seleção, Dunga será obrigado a convocar outros jogadores, de preferência apoiadores. Mas quem? Afinal, o melhor apoiador do Campeonato Brasileiro é um chileno; todas as nossas revelações da posição acabam indo para Ucrânias e Rússias da vida, sumindo do mapa e desaprendendo a jogar futebol (Jádson, ex-Atlético-PR é um exemplo); e outros jogadores em que depositávamos nossas esperanças estão em má fase ou vivem contundidos (por exemplo, Alex do Inter, Renato Augusto, Thiago Neves). Outra opção seria ressuscitar Alex, do Fenerbahce. Mas, do Campeonato Turco, Dunga só vê os jogos do Besiktas...

Então chegamos à seguinte conclusão: somos dependentes de Ronaldinho Gaúcho e Kaká. Afinal, são jogadores de classe mundial, de qualidade ofensiva indiscutível, que podem decidir um jogo a qualquer momento; inclusive, já mostraram isso no passado. Já foram castigados pelo descaso da Copa da Alemanha? Creio que sim. Não passam pela melhor fase? Não, não mesmo. Mas recordar é viver: em 2002, Ronaldo vinha totalmente desacreditado, após sérias contusões no joelho. Felipão passou confiança ao jogador, enquanto toda a imprensa e torcida brasileira imploravam por Romário, e o final da história todos nós sabemos. Precisamos recuperar os nossos craques: eles precisam da seleção, como trampolim para recuperação, e nós também precisamos deles.

Mas enquanto isso não acontece, a gente espera, né...

terça-feira, 17 de junho de 2008

Eu não aguento, eu não aguento...

OBS: O texto pode soar atrasado, já que o jogo foi domingo, mas eu não consegui entrar de jeito nenhum no blogger.com ontem. Portanto, peço desculpas.


Que a seleção brasileira já não empolga mais, todos já sabem. Que há muitas pessoas que desconhecem alguns jogadores convocados, algo quase impensável no passado, também. Que Dunga se mostra cada vez mais incompetente, mais ainda. E que Mineiro, Josué e Gilberto Silva se mostram cada mais dispensáveis para seleção, nem preciso comentar. A prova real disso foi o jogo de anteontem, quando o esquema com 3 volantes armado pelo “técnico” brasileiro sucumbiu ao Paraguai, que, pasmem, jogou com 3 atacantes. O resultado não poderia ter sido diferente: derrota por 2 a 0, diante de 30 mil paraguaios enlouquecidos; placar que traz muita preocupação aos brasileiros, já que o próximo jogo é contra o maior rival do Brasil, a Argentina.

A atuação dos volantes foi horrorosa no jogo contra os paraguaios. Destaque (negativo, óbvio) para Josué e Mineiro; como há muito tempo, os ex-volantes do São Paulo pareciam baratas tontas em campo: perdiam divididas, chegavam atrasados na marcação e corriam atrás dos paraguaios, tentando roubar a bola, sem muito sucesso. Dava dó: só não sei se era dó do esforço deles ou dó de mim, torturado em frente à tv.

Ainda não consigo entender a insistência de Dunga com esses 3 jogadores. Mineiro consegue a proeza de ser reserva no Hertha Berlin, que joga num esquema super defensivo. Gilberto Silva perdeu espaço há muito no Arsenal, sendo ofuscado na última temporada por Flamini e amargando a reserva por muito tempo; quando foi titular, não deu conta do recado. Josué é o menos pior dos 3 no momento, mas mesmo assim demorou bastante para arranjar espaço no Wolfsburg, falhando muito nas primeiras partidas. Neste caso, a regularidade priorizada por Dunga em suas entrevistas é negativa: todos vêm jogando regularmente mal. Então, Dunga está certo, não posso contestá-lo.

Para acabar com minha paciência, Dunga ainda vem com o papo de que ganhou a Copa América com os 3 volantes, provando que (segundo ele) o esquema dá certo. É, realmente ganhamos a Copa América sim, mas não sei como: 2 partidas decididas pelo talento de Robinho, 1 partida onde os deuses do futebol deram uma forcinha na decisão por pênaltis (na semifinal contra o Uruguai), 1 partida horrorosa contra o México, e apenas 2 partidas boas: uma goleada surpreendente em cima do Chile, e outra esmagadora contra a Argentina, na final, aonde ganhamos pela força que a amarelinha ainda impõe, aliada à apatia argentina. Isso mesmo: 2 partidas boas dos volantes brasileiros, contra várias em que eles jogaram mal; só Dunga não enxerga isso?

Maldito dia em que Riquelme resolveu ceder à marcação de Mineiro...