Menos de dois minutos foram suficientes para que o Brasil quase começasse a Copa das Confederações com o pé esquerdo. Depois de bom um primeiro tempo, que terminou com a seleção canarinho vencendo por 3 a 1, o Egito surpreendeu na volta do intervalo, conseguiu um empate relâmpago e deixou o jogo em aberto. A equipe de Dunga, depois de muito sofrer, marcou o gol salvador já aos 45 minutos do segundo tempo, que decretou sua vitória por 4 a 3.
O sofrimento foi totalmente desnecessário. Tudo bem que o adversário não era tão fácil quanto parecia. Campeão das duas últimas edições da Copa das Nações Africanas, o Egito, assim como outras famosas seleções do continente, se mostrou bem perigosa no ataque, o que ficou visível no até surpreendente gol de empate, após falha de Kléber, minutos após Kaká abrir o placar. Porém, é fraca na defesa, outra tradição de equipes provenientes da África: os três gols sofridos nos 45 minutos iniciais, assim como a performance pífia nas bolas aéreas, provaram isso. Sem destaques individuais em campo mas tendo uma boa atuação, o Brasil teve o controle do jogo no primeiro tempo e, tocando bem a bola, conseguiu manter a confortável vantagem de dois gols de diferença no placar.
Um dos méritos da seleção brasileira no jogo contra o Egito foi sua atuação nas bolas aéreas. Dois gols seriam a partir dessa jogada, que foi um verdadeiro tormento para a zaga adversáriaPorém, o Egito voltou diferente no segundo tempo. Pressionou a saída de bola brasileira, tirou proveito da vontade do adversário de somente administrar o resultado e aproveitou duas falhas na marcação, tanto dos zagueiros quanto dos volantes, para empatar o jogo com gols aos 9 e 10 minutos. Se em outros jogos desse ano Júlio César salvou sua defesa e encobertou algumas atuações não tão eficientes deste setor, dessa vez isso não foi possível, até porque hoje encontrou atacantes que sabiam finalizar. Aliás, o goleiro da Internazionale não foi tão seguro, errando algumas saídas de bola e soltando certas bolas fáceis.
Os acontecimentos durante esses míseros dois minutos fizeram as coisas desandarem. Ao contrário do rival, a Seleção perdeu confiança, a marcação ficou confusa (fraca atuação de Juan e Lúcio como há tempos não se via), o time passou a errar demais na saída de bola e o ataque, sem poder de fogo e de reação, encontrou muitos problemas para criar e finalizar. O sumido Robinho já havia sido bem substituído e Kaká, Pato e Luis Fabiano não conseguiam fazer muita coisa no meio de diversos defensores, enquanto os atacantes adversários, principalmente Zidan, levavam muito perigo do outro lado do campo. Não seria surpresa se o Egito virasse o jogo, tamanha queda de rendimento do Brasil.
No final, a seleção canarinho acabou achando um gol, já que o pênalti convertido por Kaká no final da partida foi marcado de forma bem controversa. No final das contas, a vitória teve um sabor meio amargo. Parte da confiança que o torcedor começava a adquirir em relação a esta equipe foi por água abaixo. Confiança essa que lutava contra uma certa desconfiança depositada no técnico Dunga, que na verdade nem foi o culpado pelo ocorrido na etapa final, mas que certamente será um dos responsabilizados por tudo o que ocorreu. O apagão geral, a fragilidade defensiva e a dificuldade no ataque no segundo tempo não podem ser esquecidos e devem ser consertados, para que o Brasil não sofra mais nessa Copa das Confederações, até porque nenhum time que a Seleção irá enfrentar daqui em diante será mais fraca que o adversário de hoje.
Os acontecimentos durante esses míseros dois minutos fizeram as coisas desandarem. Ao contrário do rival, a Seleção perdeu confiança, a marcação ficou confusa (fraca atuação de Juan e Lúcio como há tempos não se via), o time passou a errar demais na saída de bola e o ataque, sem poder de fogo e de reação, encontrou muitos problemas para criar e finalizar. O sumido Robinho já havia sido bem substituído e Kaká, Pato e Luis Fabiano não conseguiam fazer muita coisa no meio de diversos defensores, enquanto os atacantes adversários, principalmente Zidan, levavam muito perigo do outro lado do campo. Não seria surpresa se o Egito virasse o jogo, tamanha queda de rendimento do Brasil.
No final, a seleção canarinho acabou achando um gol, já que o pênalti convertido por Kaká no final da partida foi marcado de forma bem controversa. No final das contas, a vitória teve um sabor meio amargo. Parte da confiança que o torcedor começava a adquirir em relação a esta equipe foi por água abaixo. Confiança essa que lutava contra uma certa desconfiança depositada no técnico Dunga, que na verdade nem foi o culpado pelo ocorrido na etapa final, mas que certamente será um dos responsabilizados por tudo o que ocorreu. O apagão geral, a fragilidade defensiva e a dificuldade no ataque no segundo tempo não podem ser esquecidos e devem ser consertados, para que o Brasil não sofra mais nessa Copa das Confederações, até porque nenhum time que a Seleção irá enfrentar daqui em diante será mais fraca que o adversário de hoje.
Foto: www.cbf.com.br






