quarta-feira, 13 de maio de 2009

(OFF) Pausa

Estou muito atarefado nos últimos dias, logo será muito difícil escrever algo para o blog até a próximo sábado. E digo isso com a consciência pesada, pois eu sabia que tinha que ter preparado algo extra no fim de semana...enfim, de qualquer maneira, deixo aqui o endereço do meu twitter para quem quiser acompanhar meus comentários aleatórios (é, lá eu falo do que der na telha, e não precisa ser necessariamente esportes): twitter.com/leandrusfla

Ateh!

domingo, 10 de maio de 2009

GP da Espanha - Considerações

O GP da Espanha não teve muitos destaques individuais nem mesmo grandes momentos na pista (até porque, como já sabemos, é um circuito que não oferece muitas oportunidades de ultrapassagem), com muita coisa sendo decidida na estratégia. Some-se a isso o fato de eu já estar atrasado para escrever algo mais extenso sobre a corrida (não estou passando muito bem desde a noite de ontem e fiquei repousando durante boa parte do dia) e decidi que o texto de hoje será um pouco diferente; vou me ater somente a dois fatos da prova. Vamos lá:

Que mal eu te fiz? – Um dos principais fatores para Felipe Massa não ter sido campeão mundial no ano passado foi a quantidade enorme de erros da Ferrari com o brasileiro. Rapidamente me lembro de bobagens feitas no Canadá, na Hungria e em Cingapura que tiraram do ex-piloto da Sauber a chance de uma posição melhor nessas corridas. Tendo consciência disso, seria mais do que normal lhe oferecer melhores condições nesse ano. Não é o que vem acontecendo.

Com um carro mal nascido, a escuderia italiana já havia deixado Felipe na mão na Austrália e na China, quando andava muito bem e estava na 3ª posição. Na Espanha, o brasileiro tinha condições de chegar em 4º não fosse mais um erro da equipe, ao colocar menos gasolina no seu carro. Acabou chegando apenas em 6º, o que não condiz com sua atuação na pista, já que foi muito bem ao segurar Vettel durante a maior parte da corrida tendo um carro inferior ao do do alemão (cada vez mais a RBR se constitui como a segunda força da categoria esse ano, atrás apenas da Brawn GP). Por um lado, o alívio por conquistar os 3 primeiros pontos do ano; por outro, o gosto amargo por saber que poderia ter obtido um resultado melhor. Mas os erros já passaram da hora de serem perdoados; a equipe do cavalinho tem cometido tanta bobagem que parece que Massa fez algo de muito mal aos italianos e agora está pagando o preço por isso.

O que me impressiona em Felipe é que, mesmo sendo prejudicado, não sai por aí falando poucas e boas dos erros da Ferrari. Mantêm a calma e geralmente procura amenizar a situação. “Chororô” não é muito a dele.

Desfavorecido? – Com a vitória de hoje, Jenson Button já ganhou 4 das 5 provas disputadas até agora. Depois de perder a primeira posição na largada para Rubens Barrichello, ultrapassou seu companheiro ao mudar a estratégia nos boxes. Agora Rubinho reclama de um possível favorecimento na equipe: por quê a tática do inglês de duas paradas, trocada de última hora, deu certo e a do brasileiro de três não funcionou?

Para mim, a explicação é até simples: Rubens simplesmente não foi rápido o suficiente para que sua estratégia fosse bem sucedida. Se conseguiu voar depois de sua primeira parada, por que foi bem mais lento do que Button durante a segunda? Por que não manteve o bom ritmo que precisava para fazer valer os três pits? Do jeito vinha abrindo para seu companheiro, sendo bem mais veloz do que ele, Barrichello dava toda a pinta de que finalmente venceria neste ano.

Rubinho precisa melhorar logo se quiser se manter na briga pelo título. Hoje parecia o início da sua reação, mas o decorrer da corrida acabou sendo decepcionante para ele. Infelizmente, suas declarações pós-corrida vão causar uma grande discussão; porém, a mesma pode ser interessante, já que poderá relatar fatos dos quais não me liguei. Vamos aguardar os próximos capítulos; enquanto isso, continuo achando que a culpa foi mesma do brasileiro...

Outros comentários:

A torcida espanhola certamente gostou da corrida consistente e da posição final de seu ídolo Fernando Alonso, que levou sua limitada Renault à 5ª posição, com direito a ultrapassagem em cima de Massa na última volta

Mark Webber foi uma das surpresas da prova, ao conseguir um lugar no pódio com sua RBR. A maioria estava tão entretida nos duelos Barrichello/Button - Massa/Vettel que nem viram o australiano pular para a 3ª posição graças a sua boa estratégia

Pobre Toro Rosso: não teve nada a ver com a confusão na largada mas viu seus dois carros serem tocados e abandonarem sem nem mesmo terem completado uma volta...

Fotos: www.motorsport.com

sexta-feira, 8 de maio de 2009

O retorno

Ronaldo, Fred, Adriano (foto)...três dos quatro atacantes do Brasil na Copa de 2006 foram repatriados. Bom para os torcedores daqui, que aos poucos voltam a ver craques de seus país atuando em campos brasileiros.

No dia 18 de junho de 2006, Ronaldo e Adriano entravam em campo formando o ataque da Seleção na partida contra a Austrália, válida pela fase de grupos da Copa do Mundo. Enquanto o primeiro ainda buscava alcançar a expressiva marca de maior artilheiro da competição, o segundo anotou o primeiro gol da equipe canarinho para depois dar lugar a Fred, que ainda teve tempo para mostrar seu oportunismo e acabar com qualquer chance de reação dos australianos naquele sofrido 2 a 0.

Naquela data, poucos imaginavam que os jogadores citados, de tão alto nível, seriam uns dos, se não os maiores, destaques do Campeonato Brasileiro de 2009. Junto com nomes como Nilmar, Kléber e Keirrison, entre outros, devem formar uma artilharia pesada que será responsável por dar alegrias aos seus torcedores e desesperar as defesas adversárias.

E é realmente muito gratificante ver jogadores do porte dos três que foram à última Copa do Mundo retornando ao Brasil. Ajudam a fortalecer ainda mais o campeonato nacional e atraem maior atenção dos torcedores, que terão a oportunidade de acompanhar um Brasileirão que promete muito, podendo ser até mesmo a melhor edição da competição na sua era de pontos corridos. Afinal, a volta dos atacantes ajuda a elevar o nível do torneio, que não deverá ser muito enfraquecido no meio do ano, até porque a janela européia não deverá ser tão movimentada por conta, entre outros motivos, da crise mundial.

Aliás, é bom lembrar que, contando também com outros atletas importantes como Ramires, Hernanes, D’Alessandro, Juan e Taison, este Campeonato Brasileiro tem tudo para ser ainda mais disputado do que o do ano passado, quando pelo menos 5 times brigaram até as últimas rodadas pelo título. Competindo contra elencos mais fortes, as chances do reinado são-paulino finalmente acabar aumentam.

O ponto negativo do retorno dos três é que este também traduz um momento de baixo prestígio dos brasileiros lá fora. Ronaldo voltou após não ter muito destaque nas últimas temporadas; Fred começou a perder espaço no Lyon e quase que forçou sua saída do clube francês, como alguns compatriotas vêm tentando fazer ultimamente; e Adriano, após inúmeros problemas de diversos tipos na Itália, defende novamente um time brasileiro depois de uma saída no mínimo estranha da Inter de Milão (essa história só será bem entendida depois de algum tempo). Não saíram da Europa por cima como Romário em 1995. Mas é preciso reconhecer que, nas condições do futebol atual, se não fosse dessa maneira, muito provavelmente ainda estariam na Europa.

Ficamos na torcida para que pelo menos recuperem suas carreiras aqui e que sejam cogitados para vestir a amarelinha novamente; pelo menos uma vaga no ataque ainda está em aberto, que pode ser de um deles tranquilamente. Basta corresponder nos campos brasileiros, o que, até mesmo pelo bem do Brasileirão, esperamos que aconteça.

Foto: www.lancenet.com.br

terça-feira, 5 de maio de 2009

Notas pós-decisão

Trate de melhorar – O Flamengo foi campeão carioca, mas não convenceu. Era o favorito à conquista do título por ter praticamente o mesmo elenco do ano passado, mas Cuca não achou a formação ideal da equipe. Conseguiu ser campeão porque o time é formado por talentosos jogadores, o que pesou nas partidas contra o Botafogo, time bem armado, guerreiro, mas limitado; o Fluminense, que também possui bom elenco, não conseguiu se acertar e caiu no meio do caminho; e o Vasco acabou tropeçando quando não poderia.

A mesmice continua: o time depende demais dos laterais, e se Ibson e/ou Kléberson não atuam bem, o Fla tem problemas para desafogar o jogo. Os atacantes são fracos: Obina e Josiel brigam com a bola e Emerson até é veloz, esforçado e sabe dominar a bola, mas não consegue marcar. Zé Roberto, responsável por municiar o ataque, vem em má fase, e Erick Flores ainda está muito “verde” para ser titular. Num campeonato como o Brasileirão, em que os adversários são mais fortes, as coisas podem complicar.

Reforçar é preciso – A decisão do Estadual mostrou que o Botafogo precisa se reforçar se não quiser se contentar com uma posição no meio da tabela do Brasileirão. O time possui muitos jogadores defensivos e depende demais de Maicosuel (o melhor jogador do Carioca), Reinaldo e Victor Simões. Quando pelo menos um deles não joga...

Atualmente, quando Ney Franco procura opções ofensivas no banco, tem calafrios, já que a distância entre seus homens de ataque e os reservas Jean Carioca e Diego é absurda. Apostar sempre no jovem Gabriel não adianta, tampouco nos polivalentes Túlio Souza e Eduardo. Se os reforços não vierem, Ney pode entrar na beira do caos, numa piração total.

O Cuca é campeão! – Chegou o tão esperado dia: finalmente Cuca conseguiu seu primeiro título na sua carreira de treinador. O treinador, que fez ótimo trabalho no Botafogo mas não foi recompensando com conquistas, talvez esteja comemorando mais que o próprio clube.

Engraçado que fico com a impressão de que o Carioca de 2007 seria mais um título mais convincente. Naquele campeonato, Cuca armou uma excelente equipe, que contava com um ataque envolvente, e esteve muito próximo de derrotar o Flamengo na decisão do Estadual. No primeiro jogo, o Glorioso dava um banho no adversário e ganhava por 2 a 0 até deixá-lo empatar; no segundo jogo, vencia por 2 a 1 e, depois de ver Dodô, Zé Roberto e cia perderem um caminhão de gols, tomou o empate para logo depois perder nos pênaltis. Esse ano, o treinador, como já disse, chegou a final com um time cheia de problemas; quase a viu entregar o ouro no tempo normal; mas para sua felicidade, Bruno o salvou desta vez.

Cadê você, cadê você? – Nos dois jogos da final do Carioca, a torcida do Botafogo mal compareceu ao estádio; enquanto os setores verde e amarelo destinados aos rubro-negros estavam praticamente lotados, o mesmo não se dizia dos deixados aos alvinegros. Na verdade, a sua parte amarela estava quase que às moscas: era decisão ou jogo contra o Boavista?

O torcedor botafoguense alegou que não estava animado com a performance do time. Que estava decepcionado com os insucessos recentes. Ora, e os rubro-negros também não estavam? Vexames recentes em casa contra América-MEX, Atlético-MG, Goiás e Resende eram suficientes para fazer com que cada flamenguista não gastasse seu dinheiro com ingresso. Mas não foi isso que aconteceu. Já não basta ver os rivais colocando mais torcedores no Engenhão do que o próprio Botafogo coloca. O alvinegro pode dar show no quesito animação nas arquibancadas; já no quesito aparição...

Com a saída de Fábio Luciano, qual será o rendimento de Ronaldo Angelim e da zaga rubro-negra?

Fica, capitão!? – Fábio Luciano parou de jogar. Financeiramente, os dirigentes do Fla devem estar agradecendo: jornais do Rio dizem que o zagueiro ganha 300 mil reais, e a saída do xerife ajudaria a desafogar a folha salarial.

Mas o capitão era um líder nato. Se era lento demais e perdia no mano a mano, era muito seguro, excelente na sobra e soberano no comando da defesa. Ronaldo Angelim subiu muito de produção jogando ao seu lado. Sem o “capita”, o camisa 4 do Fla não se sai tão bem. Então, o Flamengo terá problemas para repor bem a saída do zagueiro, até porque as opções no mercado são escassas.

Cuidado com a síndrome – Em 2007, o Flamengo ganhou o Estadual no domingo e na quarta foi eliminado da Libertadores pelo Defensor diante de 57 mil rubro-negros, mesmo após ganhar por 2 a 0. Ano passado, na quarta seguinte após a final do Carioca, deu vexame diante de 50 mil flamenguistas e foi eliminado da mesma competição, após perder para o América-MEX por 3 a 0. No próximo dia 6, o Fla não joga pelo torneio continental nem no Maracanã; porém, todo cuidado é pouco com o Fortaleza pela Copa do Brasil...

Foto: www.lancenet.com.br

domingo, 3 de maio de 2009

Tri

Ao derrotar o Botafogo na decisão por pênaltis, o Flamengo conquistou quinto tricampeonato carioca e ainda se tornou o maior vencedor da competição

Foi desnecessariamente sofrido, mas o Flamengo alcançou seu objetivo e ganhou o Estadual, após empatar com o Botafogo no tempo normal em 2 a 2 e derrotá-lo nos pênaltis por 4 a 2. Agora com 31 títulos, o clube da Gávea se tornou o maior campeão carioca e conquistou o seu quinto tricampeonato na competição. De quebra fez com que Cuca ganhasse o duelo contra o Botafogo: o ex-jogador finalmente conquistou seu primeiro título como treinador, enquanto o Glorioso acabou sendo tri-vice-campeão do Carioca.

Agora, o jogo. Enquanto o Botafogo iniciou a partida com um verdadeiro ferrolho armado no meio campo, deixando Victor Simões isolado no ataque, o Flamengo jogava da maneira de sempre, apostando o jogo nas laterais; surpresa mesmo, só a entrada de Erick Flores no lugar do em má fase Zé Roberto. O jogo vinha num ritmo bem morno, para não dizer que estava chato, até Kléberson, de cabeça, marcar aos 20 minutos.

O Botafogo sentiu o golpe. Sem grandes opções no ataque, não conseguia produzir muita coisa. Quando conseguia, esbarrava na limitação dos seus muitos volantes, vistas em alguns chutes pavorosos e na indecisão com a bola nos pés dos jogadores dessa posição. O Flamengo não vinha tendo grande atuação: Ibson não estava nos melhores dias, Juan parecia um pouco displicente no ataque e Erick Flores estava perdido e errando muito; mesmo assim, aproveitou o baque sofrido pelo adversário e fez o segundo através de chute de Kléberson que desviou em Alessandro.

Com dois gols de vantagem no placar e diante um adversário enfraquecido (o Botafogo atuou sem Maicosuel e Reinaldo, se esqueceram?), o Flamengo tinha o jogo nas suas mãos. Como era o rival quem precisava sair para o jogo, seria uma tática muito inteligente para a equipe de Cuca priorizar o toque de bola e não se expor muito ao ataque, além de ser eficiente nos contra-ataques. Já que não cumpriu essa cartilha, o Fla meio que ressuscitou o alvinegro carioca e ajudou a proporcionar um segundo tempo eletrizante.

Já nos primeiros minutos, pênalti para o Botafogo, desperdiçado por Victor Simões (na verdade, grande defesa de Bruno). E o que se viu durante um bom tempo foi um Botafogo guerreiro, como em todo o campeonato, começando a empurrar o adversário para o seu campo de defesa. Já o Flamengo começava a se expor demais, dava espaços ao adversário e não matava o jogo quando criava boas oportunidades de gol (bem parecido com o que aconteceu nos jogos anteriores). E rapidamente, de maneira quase improvável após o que se viu no primeiro tempo, a equipe de General Severiano empatou o jogo, com gols de Juninho e Túlio Souza, aos 16 e 19 minutos.

Parecendo satisfeito com o resultado, o Botafogo recuou. O Flamengo voltou a dominar a partida, principalmente nos últimos minutos, mas novamente sem conseguir finalizar muito, como em outros jogos. No momento do empate, Obina já havia entrado no lugar de Erick Flores: a intenção até era boa, já que o jovem jogador não vinha bem e o iluminado poderia prender a bola no ataque. Porém, o que se viu foi um atacante que perdia todas no alto e ainda se atrapalhava com a bola nos pés. A situação ainda piorou com a entrada de Josiel no lugar de Emerson: sem velocidade e também brigando com a pelota, foi pior do que o “sheik” rubro-negro, que é veloz, algo que o Fla precisava no momento, e sabe segurar bem a bola. Como outros também tiveram atuação abaixo da média, o alvinegro carioca conseguiu segurar o placar e a decisão foi para os pênaltis.

Do lado do Flamengo, todos converteram suas cobranças, até o volante Airton, que não parecia ser uma das melhores opções. Já o Botafogo não teve a mesma sorte: os chutes de Juninho e Leandro Guerreiro pararam nas mãos de Bruno, novamente herói na decisão por pênaltis, assim como em 2007.

O Flamengo não foi o melhor time do Campeonato Carioca. Empolgou somente em alguns momentos. Ainda possui defeitos e precisa melhorar logo se quiser conquistar o Brasileirão. Mas o elenco numeroso e de qualidade acabou superando o guerreiro mas limitado do Botafogo, que ainda sofreu com a falta de Maicosuel. Mas como deixaram o Fla chegar...

Foto: www.lancenet.com.br

sábado, 2 de maio de 2009

Um belo balde de água fria

Depois de pensarem na possibilidade de ultrapassar o rival Barcelona, o Real Madrid viveu um verdadeiro pesadelo hoje no Santiago Bernabéu

O Real Madrid até que tentou. Numa recuperação exemplar, venceu os últimos 17 jogos no Campeonato Espanhol e conseguiu se aproximar do líder Barcelona, reduzindo a diferença entre os 2 times para 4 pontos. O tão esperado confronto entre os dois times, no Santiago Bernabéu, havia chegado. Porém, nesse 2 de maio de 2009, tudo que os merengues conquistaram foi um belo balde de água fria.

O Barcelona deixou todas as adversidades para trás (jogar na casa do adversário, disputar duas duras competições ao mesmo tempo, ficar com a mente focada no Chelsea) e goleou impiedosamente o Real Madrid por largos e incontestáveis 6 a 2, na casa do adversário. Os anfitrioes não sofria uma derrota tão pesada para o rival catalão diante de seus torcedores desde o dia 19 de novembro de 2005, quando um ainda em grande forma Ronaldinho Gaúcho marcou dois incríveis gols e fez com que os merengues o aplaudissem de pé naquele 3 a 0 do Barcelona em cima da equipe da casa.

No jogo de hoje, foi a vez de Lionel Messi e Thierry Henry brilharem. Diante da atuação desastrosa da defesa madrilenha, o argentino aproveitou os corredores que deixavam a sua frente para fazer o que quisesse e marcar dois gols; já o francês teve a frieza necessária para tranquilizar seu time no momento necessário: marcou duas vezes, a primeira quando o adversário havia acabado de abrir o placar, e a segunda os mesmos diminuíram a diferença no placar para 3 a 2.

Enquanto o Real Madrid marcou seus dois gols em bolas aéreas, o Barcelona fez os seus mais na base do talento mesmo, com ataques rápidos e mortais. Aproveitou todos os espaços dados pelo adversário e poderia até ter marcado mais não fosse o preciosismo dos atacantes em algumas oportunidades. Parece que a equipe de Juande Ramos não assistiu o jogo do Barça contra o Chelsea, quando o time inglês provou ao mundo que um dos requisitos para parar a equipe catalã é ser muito, extremamente forte e eficiente na defesa.

Com a vitória, o Barcelona abriu 7 pontos para os merengues na classificação geral; com apenas 12 a serem disputados, as chances da equipe de Pep Guardiola (que vem fazendo um trabalho fantástico, por sinal) perder o título são ainda menores. E ainda aproveitou para provar que é o grande time espanhol do momento, e talvez o único que possa realmente acabar com a dinastia inglesa na Europa. O Real Madrid deverá ter como consolo o fato de ter mostrado uma grande recuperação na temporada: porém, não foi suficiente para fazer frente ao Barcelona, assim como também não foi para seguir em frente na Liga dos Campeões; com duas derrotas, tanto dentro como fora de casa, a equipe espanhola foi eliminada pela 5º vez consecutiva da competição nas oitavas-de-finais, desta vez para o Liverpool.

Foto: www.lancenet.com.br

sexta-feira, 1 de maio de 2009

15 anos...


É inevitável. No dia 1º de maio, não só os fãs de automobilismo como também a maioria dos brasileiros se lembram do falecimento de Ayrton Senna. Nessa data, qualquer um se recorda do que estava fazendo naquela fatídica manhã de maio de 1994. Comigo não é diferente.

Como todos na minha casa eram fãs de Senna (e acabei sendo influenciado por isso), a tv sempre estava ligada em muitas manhãs de domingo. Eu adorava aqueles dias, principalmente porque no jornal havia o desenho de todos os carros que largariam e eu os recortava para que pudesse fazer a minha própria corrida, no chão da sala. Naquele dia, o ritual foi o mesmo.

A corrida começou e a minha no tapete da sala também; foi interrompida, foi reiniciada, e na 5º volta, Senna bateu forte. Para mim, parecia uma batida normal, daquelas que era bonita de ser ver, desde que não acontecesse nada demais com o piloto. Diante dos berros de Galvão Bueno, procurei o recorte do carro do brasileiro no chão e dei uma amassada, como sempre fazia com aqueles que batiam. Porém, o desenrolar do acidente foi diferente.

Meus pais, atônitos, somente olhavam para a tv. O piloto do capacete amarelo que eu tanto gostava não saía do carro. E o que havia acontecido um dia antes, logo após um tal de Ratzenberger sofrer um violento acidente nos treinos, acontecia de novo. E lembrando do destino daquele piloto austríaco que eu mal sabia quem era, acho que comecei a entender a situação.

O clima era de muita tensão. A voz do narrador durante o resto da corrida, os noticiários e as expressões dos repórteres mostravam que as coisas não estavam bem. E isso foi comprovado quando, enquanto almoçava vendo “Passa ou Repassa” no quarto, ouvi da tv da sala a notícia de que Senna havia morrido. Não consegui acreditar; a ficha não caía. Isso só foi acontecer no começo do programa “Fantástico”, numa das memórias mais vivas da minha infância: o replay do acidente, o “Tema da Vitória” tocado de maneira fúnebre me fizeram cair na real. E naquele momento, não deu para segurar o choro compulsivo; aquele piloto que eu tinha quase como um herói, como qualquer criança da minha idade, 6 anos na época, tinha, mas originado de um desenho animado, não estava mais entre nós.

Depois disso, a F-1 praticamente acabou aqui em casa. Meus pais deixaram isso para lá. Nunca me esqueço de minha mãe grampeando e guardando com o maior carinho todos os jornais que tinha falando sobre Senna, para só me mostrá-los uns 13 anos depois. Ainda via as corridas, mas entrei no catecismo e o horário das aulas batiam com os horários das provas. Somente em 1999 voltei a acompanhar a categoria, mas só fui realmente acompanhar uma temporada toda em 2006.

De 2006 para cá, fui perdendo vários mitos em relação a F-1. Ao contrário de muitos brasileiros, não vejo mais as corridas somente para torcer para os pilotos do Brasil nem torço necessariamente para eles, estou atento às narrações parciais de Galvão Bueno, não acredito piamente que Senna foi o melhor piloto que a categoria já teve e não suporto mais frases do tipo “Se fosse Senna, ganhava a corrida”, “Se fosse Senna, não deixava passar”, e por aí vai. Alguns até me perguntam: mas logo você, que era o fanático pelo Ayrton?

Mesmo assim, ainda o tenho como meu piloto favorito. E por mais que ache ridículo, idiota mesmo, ainda me emociono quando vejo corridas antigas de Senna ou ouço o “Tema da Vitória, dependendo da ocasião: foi assim quando a Seleção ganhou a Copa de 2002, quando Felipe Massa venceu em Interlagos em 2006 e quando o mesmo perdeu o campeonato já nos momentos finais do GP do Brasil do ano passado. Sinceramente, não me pergunte o porquê disso tudo, do que você pode até chamar de viuvice. Talvez aquele 1º de maio de 1994 realmente tenha me marcado demais...