Em semana de convocação para a seleção brasileira, algo que sempre traz discussões sobre quem deveria ou não ser convocado, dois jogadores chamaram a minha atenção por serem desprezados por diferentes motivos. Coincidentemente, ambos são laterais-esquerdos, posição carente na atual Seleção.
Fábio Aurélio comemora seu gol pelo Liverpool em cima do Manchester United; até quando o lateral vai ficar sem receber uma oportunidade na seleção de Dunga?Se há outro jogador que não entendo porque não é convocado além dos volantes esquecidos por Dunga, como Denilson, Ramires e Hernanes, esse jogador é o lateral-esquerdo Fábio Aurélio. Se o técnico da Seleção diz que assiste todos os campeonatos e está de olho nos que se destacam mundo afora, como não perceber as boas atuações do camisa 12 do Liverpool? Defende e ataca com eficiência, pega muito bem na bola, o que resulta em ótimos passes e cruzamentos para seus companheiros, e ainda é uma ótima opção nas bolas paradas, como mostrou no jogo de hoje do seu clube contra o Manchester United, quando marcou um belo gol de falta e sepultou qualquer chance de reação do adversário. Está atuando com maior regularidade nessa temporada, livre das frequentes contusões que volta e meia atrapalham sua carreira, e acima de tudo está em boa forma há um bom tempo, ao contrário de Kléber, que só voltou a jogar bem agora (segundo Dunga, porque confesso que não sei como está jogando no Internacional).
Assim como Fábio Aurélio, Gustavo Nery é um outro jogador desprezado; porém, esse está em pior situação, pois mal consegue se firmar em um clube. E não sem razão. Depois de se destacar na campanha vitoriosa do Corinthians no Brasileirão de 2005, seu rendimento caiu assustadoramente, o que lhe rendeu a não convocação para a Copa do Mundo de 2006 e passagens pífias pelo próprio Corinthians, Zaragoza, Fluminense e uma apagada pelo Internacional. Agora, está saindo do clube gaúcho e se transferindo para o Santo André. Mas enquanto não voltar à velha forma e continuar desligado em campo, se transferir para clubes de menor tradição, com todo respeito ao Ramalhão, será uma constante na carreira do atleta daqui para a frente. Do jeito que está, pode ficar bem longe da Seleção mesmo...
Foto: globoesporte.com


